FBAC promove Curso para Capacitação de Funcionários das APACs

A Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) promoveu, com o apoio do Programa Novos Rumos do TJMG, o 3º Curso de Capacitação para Funcionários das APACs. A formação ocorreu na unidade masculina da APAC da comarca de Itaúna, no período de 7 a 11 de outubro.

O objetivo do curso foi preparar os funcionários que atuarão nos Centros de Reintegração Social (CRS) geridos pelas APACs, esclarecendo dúvidas, oferecendo treinamento e habilitando os participantes a administrar com eficácia as unidades em que estiverem.

O público-alvo foram 85 representantes de diversas APACs do Estado. O foco foram profissionais recém-contratados, ainda pouco familiarizados com a metodologia, e funcionários que necessitem de aprimoramento entre os inspetores e condutores de segurança, encarregados de segurança e disciplina, finanças e auxiliares, administrativos e auxiliares, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. Houve também inscritos das APACs de Pedreiras, no Maranhão, e de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.

Além de aspectos práticos da aplicação dos Elementos Fundamentais do Método APAC, os cursistas participaram de oficinas específicas dos setores administrativos, de segurança e disciplina, e financeiro, este último com a colaboração dos servidores da Diretoria de Políticas de APACs e Co-gestão (DAC) Matheus Cunha e Elissandra Nava, e da Diretoria de Contratos e Convênios (DCC) João Paulo de Oliveira e Julita Ferreira, da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS).

Foram ministradas ainda duas palestras, com os temas A Importância da Unidade das APACs e da Correta Aplicação da Metodologia, e Ética na Administração, conduzidas, respectivamente, por Dr. Tomáz de Aquino e Dr. Paulo Antônio de Carvalho, membros do Conselho Deliberativo da FBAC.

Ao todo, 210 funcionários de APACs receberam treinamento, nos 3 cursos realizados pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, em parceria com o Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no ano de 2014.

APACs mineiras recebem visitante britânica

Durante os dias 22 a 25 de setembro, uma visitante de Londres, Sra. Deborah Goddard, esteve em Minas Gerais para conhecer in loco o Método APAC.


Atualmente trabalhando como capelã em uma prisão para jovens de 15 a 20 anos em Londres, Deborah veio conhecer como funciona a metodologia e reunir o maior número de informações, materiais e experiências empíricas, para então apresentar às autoridades e pessoas que estejam interessadas em conhecer e implantar APACs na Inglaterra.


Na cidade de Itaúna/MG, ela pôde conhecer as unidades masculina e feminina, onde teve a oportunidade de aprender de modo sucinto a organização da APAC, os 12 elementos do Método, entrevistou recuperandos, funcionários, voluntários, tirou várias dúvidas, entre outras atividades.


No dia 24, a visitante foi recebida pela equipe do PAI-PJ em Itaúna, que é um programa de atenção integral ao paciente judiciário portador de sofrimento mental, onde pode conhecer o trabalho que é realizado, bem como trocar ideias e experiências. Ademais, foi apresentada pela Dra. Cristiane Santos ao projeto de criação de uma APAC juvenil na cidade, que tem tido o apoio de grande parcela da sociedade, inclusive alguns empresários, bem como do Poder Judiciário local.


No último dia de sua visita, a capelã foi calorosamente recebida pela presidente da APAC de Nova Lima/MG, Sra. Sandra Tibo e sua equipe, que apresentou todas as dependências do Centro de Reintegração Social.

Sabe abaixo, uma pequena entrevista realizada com a visitante.


FBAC: Deborah, como você ficou sabendo sobre o Método APAC?


Deborah: Eu sempre quis aprender sobre programas que são efetivos na reabilitação de presos. Neste sentido, estava sempre lendo matérias na internet relacionadas a programas cristãos que proporcionam esta recuperação, quando encontrei temas que tratavam sobre a APAC. Além disso, me lembro de uma vez que ouvi a respeito das APACs, o que ocorreu há mais de 10 anos em um congresso, mas naquele tempo eu não tinha condições de poder conhecê-lo presencialmente. Contudo, Deus foi tão generoso comigo, que agora que estou de férias do meu trabalho, pude entrar em contato com a Prison Fellowship International, e me foi indicado contatos para que eu pudesse conhecer pessoalmente o trabalho apaqueano no país.


FBAC: O que mais lhe chamou a atenção durante os quatro dias de visita?


Deborah: É difícil dizer o que mais chamou minha atenção durante este período, pois há inúmeros pontos interessantes, como por exemplo, o jeito comunitário em que trabalham os recuperandos e como se ajudam. Normalmente em prisões temos uma expressão britânica que diz "cada homem por si", que quer dizer que você está sozinho e faz o que tiver que ser feito para sobreviver, mas na APAC é totalmente o oposto, pois há uma cooperação muito grande entre eles, o que eu nunca pensei que pudesse encontrar em uma prisão; a grande diferença no modo em que a equipe da APAC se relaciona com os recuperandos é magnífica, pois é como se fossem uma grande família, onde todos se respeitam e se compreendem; os recuperandos tem total liberdade de se deslocarem e interagir com as visitas no Centro de Reintegração Social, ademais de eles próprios auxiliarem na administração de seus próprios regimes de cumprimento de pena conjuntamente com a administração da APAC. Vale ainda salientar o fato de eles próprios terem as chaves de todo o Centro em suas próprias mãos, e você estar sempre rodeado de pessoas que cometeram crimes, mas não há absolutamente nada com que se preocupar, pois tudo é muito seguro. O modo como os recuperandos respondem com a confiança que é depositada neles, coloca-os em uma posição de responsabilidade e cria um vínculo muito forte de cooperação. A todo o momento você tem milagres de Deus acontecendo dentro da APAC, pois é algo inacreditável e deve ser conhecido por todos.

 

APAC de Viçosa recebe Comissão de Direitos Humanos da ALMG

Uma parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) pode resolver os problemas da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) local, que convive com falta de infraestrutura. A sugestão foi feita nesta terça-feira (23/9/14), nesse município da Zona da Mata, pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Durval Ângelo (PT).

A comissão esteve em Viçosa para, em audiência pública, ouvir as demandas dos envolvidos com a manutenção e o funcionamento da APAC. O objetivo é levantar as demandas de todas as unidades em funcionamento no Estado para elaborar um relatório com sugestões para melhoria do serviço. Em Minas, já estão registradas 70 APACs - 36 em funcionamento, oito em construção e o restante aguardando um local para começar o trabalho.
Além de Viçosa, outras oito cidades já receberam a visita da comissão para discutir a importância do método APAC: São João del-Rei, Itabirito, Ouro Preto, Alfenas, Sete Lagoas, Aimorés e Lagoa da Prata. Segundo o deputado Durval Ângelo, a previsão é de que a comissão visite pelo menos 20 APACs ainda neste ano.

A instituição de Viçosa desenvolve trabalhos de ressocialização com 30 recuperandos e alcança um índice de 88% de sucesso. Segundo a presidente da unidade, Sandra Gomes Canuto, a maioria dos que reincidem no crime o faz porque não consegue ser acolhida pela sociedade.

O deputado Durval Ângelo se comprometeu a procurar a UFV – uma das principais fontes de renda da cidade – para solicitar que doe um terreno para a construção de um novo prédio para a APAC. Ele também quer que a universidade exija das suas prestadoras de serviço que passem a contratar a mão de obra dos recuperandos. "É muito mais barato recuperar os internos do que investir num sistema de presos", argumentou.
A APAC de Viçosa foi implantada há 11 anos na antiga cadeia da cidade. O prédio é velho, com instalações deterioradas e pouco espaço para atender a demanda. No local funciona uma marcenaria, que atende o mercado local, e uma padaria, que está funcionando apenas para a demanda interna, por falta de equipamentos. Convivem ali 11 recuperandos em regime semi-aberto, dos quais oito trabalham fora da instituição e retornam apenas para dormir. Os outros três e mais os 19 condenados a regime fechado prestam serviço na própria unidade.

Além de trabalharem e, com isso, reduzirem a pena – a cada três dias, um a menos para cumprir –, os recuperandos contam com assistência jurídica, médica, religiosa e psicológica. Também podem estudar numa escola de ensino fundamental que funciona na instituição. Sete deles frequentam o Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) para aulas de supletivo do ensino médio.

Um dos fundadores da APAC de Viçosa, Valdeci Antônio Ferreira, diretor-executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, afirmou que o desejo é construir uma nova sede para ampliar o atendimento aos recuperandos e transformar o atual prédio numa unidade destinada a mulheres condenadas. "Se o homem sofre numa cadeia, a mulher sofre muito mais e recebe muito pouca atenção", disse ele.

Valdeci exaltou o trabalho das APACs para a reintrodução social dos presos, lembrando que o centro de recuperação é apenas um dos elementos da terapêutica utilizada. O sucesso se deve, também, ao compromisso do próprio recuperando com sua ressocialização e ao envolvimento da família, dos profissionais e voluntários com esse processo. "Provamos que é possível prisões sem guardas, sem armas, sem corrupção e sem maracutaia", disse.

Fonte: almg.gov.br


Itaúna presta homenagem a dois grande homens

Foram homenageados na tarde de ontem (22), nas dependências do Centro de Reintegração Social da APAC de Itaúna, o diretor executivo, Valdeci Antônio Ferreira, e o vice-presidente do Conselho Deliberativo da FBAC, Paulo Antônio de Carvalho. 

A homenagem faz referência aos 30 anos de serviços prestados por ambos - Dr. Paulo como juiz da Vara de Execuções da Comarca de Itaúna, e Valdeci como precursor no trabalho com presidiários, primeiramente como coordenador da primeira equipe de pastoral carcerária e em seguida como o grande divulgador da metodologia apaqueana. Mesmo não tendo nascido na cidade (Dr. Paulo é natural de Conceição da Aparecida, e Valdeci de Itapecerica), Deus permitiu que seus caminhos se cruzassem em Itaúna, para que juntos, no mesmo ideal cristão, fizessem nascer a primeira APAC no estado de Minas Gerais.

O auditório do regime fechado da APAC ficou lotado, com a presença de mais de 200 pessoas. Recuperandos, voluntários, representantes do Poder Judiciário e das APACs de Cachoeiro de Itapemirim, Barbacena, Santa Maria do Suaçuí, Nova Lima, Perdões, Manhumirim, Manhuaçu, Santa Bárbara, Uberaba, Campo Belo, Sete Lagoas e Lagoa da Prata compareceram ao evento para prestigiar os homenageados. Ainda estiveram presentes, compondo a mesa, os padres Gilmar Pinheiro Marques, Amarildo José de Melo e Jorge Padovan, a presidente da APAC de Itaúna, Lidia Vilela, o presidente do Conselho Deliberativo da FBAC, Tomáz de Aquino Resende, e o juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.

Foram agraciados ainda, com a "Homenagem de Gratidão e Fé pela Participação no Processo de Consolidação da APAC em Itaúna", Maria Augusta Fonseca, Terezinha Morais Silva, Pe. Gilmar Pinheiro Marques, Pe. Amarildo José de Melo, Maria Aparecida Lima, Raimunda Maria da Conceição, Dilma Silva Lopes e Geni Ferreira Pinto. 

Mesmo não estando presente, o criador do Método APAC, Mário Ottoboni, enviou sua mensagem: "Alegremo-nos quando somos lembrados pelo bem que praticamos e, diretamente, despertamos os acomodados que praticam a religiosidade, mas pouco, ou nada fazem para socorrer os necessitados. Considere-me presente nesta justa homenagem."

"Eu sou muito grato a Deus por tudo. Ao longo desses 30 anos eu encontrei muitos amigos, muitos anjos que Deus foi colocando no meu caminho. Se não fossem os muitos ombros que nos carregam no dia a dia, nós não teríamos tido a capacidade de enxergar tão distante quanto a gente enxerga, e de perceber que a nossa missão é uma missão além fronteiras, de abrir as portas das prisões para o mundo inteiro. E nessas andanças, entre tantas pessoas importantes que eu encontrei, uma delas é o Dr. Paulo. Foi quem nos possibilitou o acesso à cadeia, a qualquer momento, para que realizássemos nosso trabalho, pois até então só era permitido nossa entrada no dia de visita dos familiares dos presos, e foi quem teve a coragem e a ousadia de entregar as chaves de uma prisão aos próprios presos", disse Valdeci.

Confira o álbum de fotos da homenagem em nosso flickr.

 

APAC fornece almoço em julgamento do Fórum de Manhuaçu

A APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) de Manhuaçu inovou mais uma vez, e numa parceria firmada com juizes do Fórum Desembargador Alonso Starling, forneceu o almoço, nesta quarta-feira, 17/09, para todos que participaram do julgamento ocorrido naquele recinto. A iniciativa é louvável já estimula os recuperandos e economiza, pois o almoço era servido por restaurantes da cidade.

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A presidente da APAC, Denise Rodrigues, explicou como surgiu a ideia. "Foi uma ótima ideia que surgiu de uma servidora da 2ª Vara Criminal. Em conversa, o Dr Maurício acolheu bem a sugestão e para nós foi uma grande satisfação, pois assim mostramos à sociedade o trabalho dos recuperandos que estão se profissionalizando e querem mesmo esta mudança de vida", contou. "Na nossa visão foi um sucesso. O custo também é bem menor e vai economizar para o Estado e a qualidade da comida é excelente, então temos planos de continuar a parceria e ampliar", acrescentou Denise.


O Juiz de Direito, Dr. Maurício Navarro Bandeira de Melo, elogiou a parceria. "Com relação ao fornecimento de refeição durante os julgamentos é uma necessidade que existe, pois os jurados são convocados para comparecer às 9h e necessariamente fazem a pausa para o almoço, então neste contexto é comum convocarmos os restaurantes de Manhuaçu para que forneçam a alimentação, mas hoje especificamente optamos pela alimentação da APAC que foi muito bem preparada, servida e atendeu plenamente às necessidades de todos. Tivemos esta grata surpresa e a APAC demonstrou que tem condições de fornecer o almoço durante os julgamentos", detalhou.


Dr. Maurício disse que a ação é uma grande contribuição com os recuperandos."Ficamos satisfeitos também porque estamos contribuindo com os recuperandos que futuramente estarão reinseridos na sociedade. O Dr Marco Antônio também está com esta visão de contar com os serviços de alimentação da APAC", finalizou. 

Fonte: manhuacu.com

 

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