APAC Manhuaçu apresenta bons resultados com curso de panificação

A APAC de Manhuaçu, em parceria com o Instituto Minas pela Paz, realizou na entidade o curso de assistente de panificação. As aulas foram realizadas em dois turnos, manhã e tarde, e tiveram a participação de 32 pessoas, entre funcionários e recuperandos.

A entrega dos certificados aconteceu na sexta-feira, 05/04, com a presença da presidente da APAC Manhuaçu Dra. Denise Rodrigues, do Juiz de Direito da Vara Criminal e de Execuções Penais de Manhuaçu, Dr. Alexandre de Almeida Rocha, Promotor de Justiça Dr. Carlos Samuel, representante do Instituto Minas Pela Paz Enéas Melo, representantes do Senac Manhuaçu Joseane Conceição Pazeli e Gilvane Hott, comandante do Corpo de Bombeiros Tenente Flávio Mota, parceiros e membros da diretoria.

O curso ministrado pela instrutora de padaria, panificação e confeitaria, Michelle Cardoso, teve como objetivo ensinar aos alunos todas as etapas de produção de várias receitas até o produto final, como pães, biscoitos, rocamboles, dentre outros, além de qualificá-los para o mercado de trabalho.

SONHO

Durante a abertura, a presidente Dra. Denise Rodrigues, destacou que o período do outono sempre marca grandes conquistas da APAC de Manhuaçu. Foi justamente em mais uma manhã dessa estação que o Centro de Reintegração de Manhuaçu concretizou o sonho de sua padaria.

“Era um projeto antigo tendo em vista a importância da qualificação dos recuperandos e o Juiz, Dr. Alexandre de Almeida, tinha esse objetivo de instalar uma padaria numa APAC. Enfim, objetivos convergentes, planos de Deus. Elaboramos um projeto, seguimos todos os requisitos e a foram liberados recursos das prestações pecuniárias. Como o espaço era pequeno, precisamos de uma reforma. Com apoio da mão-de-obra dos recuperandos fizemos a ampliação, reparos na rede elétrica e finalizamos com a compra dos equipamentos. Assim estávamos prontos para início das atividades, mas faltava a qualificação dos recuperandos.

Fizemos contato com o Instituto Minas pela Paz e a ajuda de outro importante parceiro Sesi-Senai. A equipe da APAC se empenhou e conseguimos realizar o curso”, contou.

Dra. Denise ainda agradeceu às parcerias da APAC Manhuaçu, como o Tribunal de Justiça – Comarca de Manhuaçu, Ministério Público, Federação das Apacs, Instituto Minas pela Paz, Sesi-Senai, 11º Batalhão de Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Presídio de Manhuaçu e a Prefeitura Municipal.

OPORTUNIDADE

A presidente reforçou que a qualificação é o caminho para reinserção no mercado de trabalho. Atualmente há 124 recuperandos cumprindo suas penas na APAC. “Objetivo é que todos os recuperandos que por aqui passem se ressocializem, retornem aos seus lares, reiniciem suas vidas, mas que estejam preparados para isso. E essa preparação só é possível com qualificação profissional, através da educação. Agradeço a Deus, aos parceiros e parabenizo os recuperandos que aproveitaram essa oportunidade e se dedicaram com muito empenho”.

O representante do Minas pela Paz, Enéas Melo, explica que esse curso é mais uma forma de oferecer oportunidades para os recuperandos, seja trabalhando numa padaria ou empreendendo o próprio negócio. “A padaria tem um efeito duplo: a qualificação dos recuperandos, mas a geração de recursos para crescer. A área de alimentação sempre demanda profissionais e produtos. A APAC de Manhuaçu tem agora uma padaria com um enorme potencial e que pode gerar mais recursos para ampliar as ações da própria APAC, criar novas oportunidades”.

O juiz Dr. Alexandre de Almeida, lembrou que trabalhou durante quatro anos em Campo Belo e sempre preocupou-se com a questão da qualificação profissional do recuperando, quando retorna para a sociedade. Naquela comarca tinha a intenção de viabilizar a padaria, mas não foi possível e encontrou em Manhuaçu pessoas engajadas com esse projeto. “Eu sempre me preocupo com a questão do estudo do preso e a qualificação para que possa se reinserir na sociedade e assim diminuir a possibilidade de reincidência. A gente acredita que vários que aqui estão vão poder voltar à sociedade. Cumpriu a pena, não deve mais nada. Tem que sair e praticar condutas de acordo com as regras que se aplicam a todos. Que possam lá fora ter oportunidade de trabalho. Não desejamos que voltem para o sistema carcerário. Estamos fazendo a nossa parte”.

Ao final, o magistrado elogiou a boa administração da Dra. Denise Rodrigues pelo comando e dedicação à APAC de Manhuaçu, bem como o empenho de todos no sucesso do curso.

A cerimônia teve a brilhante participação da Banda do 11º Batalhão de Polícia Militar.

MODELO

As ações na Apac são baseadas em doze elementos fundamentais: participação da comunidade, recuperando ajudando o recuperando, trabalho, religião, assistência jurídica, assistência à saúde, valorização humana, família, o voluntário e sua formação, centro de reintegração social (CRS), mérito e a jornada de libertação com Cristo.

O modelo auxilia na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade dos regimes fechado, semiaberto e aberto. Os presos são, juntamente com a instituição, responsáveis pela recuperação de si mesmos e dos outros detentos. Eles trabalham e estudam, e passam o dia envolvidos em atividades internas. 3.278 recuperandos cumprem pena em Apacs em Minas Gerais, segundo levantamento feito em janeiro deste ano.

Carlos Henrique Cruz - Esta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo.

Fonte: Portal Caparaó

FBAC realiza cursos nas APACs feminina e masculina de Frutal

Nos dias 27 e 28 de março, a FBAC realizou cursos para recuperandas, recuperandos, voluntários e funcionários das APACs masculina e feminina de Frutal. Os cursos foram ministrados pela gerente jurídica e de convênios da FBAC,  Dra. Tatiana Faria, e pelo gerente de relações institucionais, Sr. Rinaldo Cláudio Guimarães. 

Rinaldo reuniu-se com funcionários e voluntários, os concientizando sobre seu papel para o sucesso da APAC, explicando-lhes que trabalhar na APAC é uma missão, sendo que cada um é muito importante para o sucesso da APAC e para a recuperação daqueles cumprem pena. 

Palestrando para os recuperandos, Rinaldo convidou-os para refletir sobre a oportunidade que Deus lhes deu, visto que, estar na APAC, não é sorte ou o acaso, mas um dom de Deus para cada um. 

Dra. Tatiana reuniu-se com as recuperandas, aprofundando a metodologia APAC e o regulamento disciplinar. Os momentos de espiritualidade foram intensos e tocou os corações. No encerramento, Dra. Tatiana fez a simulação da cerimônia de "lava pés", realizada por Jesus com seus doze discípulos. Segundo Dra. Tatiana, este gesto teve como objetivo demonstrar para as recuperandas que APAC e FBAC estão a seu serviço, com o intuito de ajudar a curar suas feridas, dores e angústicas, sendo que o único caminho é a misericórdia de Deus, oferecida a todas, sem distinção.

Para Dra. Tatiana, "este foi um momento único em minha vida, onde pude relacionar-me com as recuperandas, sentir sua dor, seu medo, mas também, seu desejo de trilhar novos caminhos em sua vida."

Redação FBAC

 

 

Secretário discute implementação de APAC na Bahia com Promotora de Justiça

O Secretário Nestor Duarte e sua equipe receberam na tarde desta segunda-feira (01) a promotora de Justiça Rita de Cássia Caxias de Souza para tratar da implementação da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC).

APAC é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade, bem como socorrer a vítima e proteger a sociedade. Opera, assim, como uma entidade auxiliar do Poder Judiciário e Executivo, respectivamente na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade. 

A secretaria vem discutindo a possível implementação de, pelo menos, três unidades da associação no Estado. O secretário já tratou do assunto com o Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, na Arquidiocese de Salvador, que deu apoio ao projeto e parabenizou a ação da pasta.

Essa parceira entre a Seap e o Ministério Público, segundo Nestor Duarte, é fundamental já que o modelo envolve diversas instituições fundamentais nesse processo.   

O método apaqueano parte do pressuposto de que todo ser humano é recuperável, desde que haja um tratamento adequado. Para tanto, trabalha-se com 12 elementos fundamentais, quais sejam: participação da comunidade; recuperando ajudando recuperando; trabalho; religião; assistência jurídica; assistência à saúde; valorização humana; a família; o voluntário e sua formação; Centro de Reintegração Social – CRS (O CRS possui três pavilhões destinados ao regime fechado, semi-aberto e aberto); mérito do recuperando; a Jornada de Libertação com Cristo.

Também participou da reunião o juiz Waldir Viana Ribeiro Júnior, da Vara do Juri e Execuções Penais da Comarca de Camaçari. 

Fonte: Estado da Bahia

Criação de peixe permite alimentar e ensinar profissão a internos em Sete Lagoas

Tanques cheios de peixes estão mudando a rotina e ensinando um ofício a internos da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Sete Lagoas, na região Central do Estado. A iniciativa é uma parceria entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o poder judiciário mineiro.

O Centro de Referência em Ressocialização, Extensão e Pesquisa e Aquicultura Intensiva e Integrada (Crepai) abrange a criação de tilápias em uma estrutura implantada na instituição para alimentar os próprios recuperandos. 

Também há possibilidade de a unidade participar de algum programa de alimentação escolar do município ou mesmo fornecer a um menor custo o pescado para as famílias dos detentos.

Os internos são os responsáveis diretos pelo manejo diário do setor de piscicultura. O trabalho engloba várias atividades, como os tratos com ração específica, o monitoramento de qualidade de água e do comportamento dos peixes e limpeza.

A estação de tratamentode água foi dimensionada para comportar a produção de uma tonelada de peixes por mês

Segundo Giovanni Resende, pesquisador da Epamig, a rotina dos recuperandos segue atividades de formação em abrangência. “Eles também verificam o funcionamento da estação de tratamento do efluente e fazem os tratos e colheita das culturas que se desenvolvem na aquaponia e camas de cultivo (local onde ficam os peixes recém saídos do ovo)”.

Os que estão envolvidos no processo já fazem planos para quando saírem da Apac. É o caso de Breno Douglas, que afirma que o ofício ajudou na recuperação. “Quando sair daqui, não ficarei perdido e sem rumo na vida. Vou criar peixes”, afirma.

O rapaz participou da implantação da aquicultura – ambiente aquático para criação de peixes – na unidade. “Conheço todo o projeto. Fazer de tudo para os tanques funcionarem e os peixes sobreviverem, se reproduzirem. A minha primeira tarefa do dia é mexer nos tanques, ver a temperatura da água, o funcionamento da bomba. Já recebi aqui quatro remessas de peixes”.

Estrutura

Na Apac de Sete Lagoas foram instalados sete tanques suspensos, com cerca de 4,5 mil litros. Dois deles são destinados à recriação dos peixes, que chegam com um a dois gramas e permanecem por 60 dias nessa fase.

Depois, mês a mês, o lote é transferido para o tanque de terminação, onde permanece por cinco meses, até alcançarem peso comercial, que é de cerca de 900 gramas.

A previsão inicial, com essa estrutura produtiva, é de alcançar cerca de 200 quilos de tilápia mensalmente, após a estabilização, que se dá com sete meses após o primeiro lote de alevinos ter sido entregue à Apac.

A expectativa é a de implantar mais dois módulos, com tanques de maior volume (dez litros), que vão possibilitar a produção mensal de pelo menos 400 quilos, cada um, segundo o pesquisador Giovanni Resende.

Fonte: Hoje em dia

Ministro Sérgio Moro visita APAC de Santa Luzia

"Pelo que pude perceber a APAC é uma estrada de recuperação, que às vezes pode ser longa, mas que levará de volta para a sociedade " Ministro Sérgio Moro

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, no dia 29 de março, visitou a APAC de Santa Luzia. Foram recepcionados Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), pela APAC de Santa Luzia, e pelos parceiros das APACs.

Estiveram presentes na visita o presidente do TJMG, Des. Nelson Missias, o Juiz auxiliar da Presidência do TJMG, Dr. Luis Carlos Rezende e Santos, o Diretor do DEPEN, Fabiano Bordignon,  a Ministra do STF, Carmen Lúcia, o Procurador Geral, Antônio Sérgio Tonet, o Presidente do Conselho Deliberativo da FBAC, Dr. Tomás Aquino, O Diretor Executivo da FBAC, Valdeci Antônio Ferreira e o presidente da APAC de Santa Luzia, Sr. Walesson Gomes.

Valdeci Antônio Ferreira, Diretor Executivo da FBAC, disse: “Estamos convencidos de que a visita do Exmo. Ministro Sérgio Moro, pela importância do cargo que ocupa e pela figura pública que representa no contexto da sociedade brasileira, marca a história do movimento das APACs no Brasil e sinaliza que estamos no caminho correto no sentido em que oferecemos aos estados da federação uma terapêutica penal própria denominada método APAC, que nada mais é do que o cumprimento fiel da Lei de Execução Penal no tocante aos direitos e aos deveres do preso. Por sua vez, a FBAC, Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, como garantidora da metodologia APAC, se sente feliz e profundamente honrada em receber a visita do Ministro Sérgio Moro na APAC de Santa Luzia, consciente de que, juntamente com seus parceiros, em especial o TJMG e o Governo do Estado, através da SEAP, disponibiliza um método inusitado e revolucionário de humanização da pena, sempre objetivando a recuperação do preso e a proteção da sociedade.”

 

 

O Recuperando Deivid Avelino apresentou as dependências da APAC para os visitantes. Durante a caminhada Deivid falou sobre sua vida, sua recuperação, sobre a metodologia APAC e sobre a aspiração dos recuperandos. Deivid disse que estava muito emocionado e grato a Deus, por fazer parte deste momento e poder partilhar um pouco de sua vida com pessoas tão ilustres, que, segundo ele, podem influenciar a política brasileira e salvar muitas vidas. 

 

Segundo o Ministro da Justiça, “Todos podem se redimir. Há sempre um caminho de recuperação. As prisões não são fortes o bastante para prender a esperança.  O que vamos fazer no Ministério de Justiça é investir na ressocialização e as APACs podem ser um modelo que podemos investir. Percemos que não é somente um problema financeiro, mas também de convencimento da sociedade, pois os presos fazem parte dela e a prisão não é um caminho sem retorno.” 

 

Des. Nelson Missias, presidente do TJMG, enalteceu o trabalho das APACs como método de humanização da pena e reafirmou que o TJMG está empenhado a fim de levar esta experiência para as demais Cortes de Justiça do país.

Ao final os visitantes foram conduzidos ao salão e abençoados por todos os recuperandos, que estavam felizes e emocionados, pois como disse o Ministro Sérgio Moro, esta visita fez com que a esperança, que já palpitava nos corações, se torne ainda mais intensa.

A APAC

A APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) é uma entidade civil sem fins lucrativos. Ela aplica uma terapêutica própria, composta por 12 elementos, que quando aplicados harmoniosamente, proporciona ao preso, que na APAC é chamado de recuperando, as condições adequadas para recuperar-se. Na APAC estudo e trabalho são obrigatórios para todos. Baseada no amor, na confiança e na disciplina, na APAC não há policiais ou agentes penitenciários, sendo que os próprios recuperandos são os maiores responsáveis por manter a disciplina.

Atualmente existem 51 APACs funcionando sem polícia, em 6 Estados da Federação. Existem, no entanto outras 74 APAC em diferentes estágios de implantação, em vários Estados brasileiros. A meta da FBAC, no entanto, é ter uma APAC em cada comarca do Brasil, a fim de que, os presos que assim o desejam possam cumprir sua pena com dignidade, tendo condições reais de recuperação, mudança de comportamento, de mentalidade e, consequentemente, mudança de vida.

A APAC de Santa Luzia é uma das 40 APACs presentes no Estado de Minas Gerais, que já administram a prisão sem polícia. Localizada na região metropolitana, nela cumprem pena hoje 163 recuperandos, sendo que 101 estão no regime fechado, 35 no regime semiaberto intramuros e 27 no regime semiaberto extramuros.

Redação FBAC

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