APAC de Porto Alegre inicia confecção de máscaras

A APAC de Porto Alegre/RS - Partenon, que tem como um de seus pilares a valorização humana, visando fomentar a qualificação profissional dos recuperandos, adquiriu máquinas de costura e matéria-prima para a fabricação de máscaras reutilizáveis de proteção ao enfrentamento do Coronavírus e a para confecção de lençóis para os alojamentos.

A aquisição foi realizada com recursos do Poder Judiciário, por meio da Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas de Porto Alegre - VEPMA. O projeto se justifica de forma a utilizar a mão de obra prisional para prevenir os riscos de contaminação da COVID-19, oportunizando aos recuperandos ocupação produtiva, aprendizagem de novas habilidades manuais, fomentando a inclusão nas oficinas de produção voltadas ao bem coletivo da APAC e da sociedade de um modo geral, de forma a contribuir com a saúde pública e a higiene local. Esta nova atividade também evita a ociosidade enquanto durar a restrição das visitas dos familiares e dos voluntários da APAC, em razão da pandemia de coronavírus.

Nesta sexta-feira, dia 03 de Julho de 2020, recebemos as máquinas de costura e matéria-prima, dando início oficialmente a Oficina de Corte e Costura na APAC de Porto Alegre.

Neste sentido, agradecemos a sempre presente parceria do Poder Judiciário com a implementação do método APAC no Rio Grande do Sul, especialmente na nossa APAC Porto Alegre, na pessoa do Juiz Dr. Luciano André Losekann.

 

FBAC homenageia Des. Nelson Missias

No dia 25 de março, a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), homenageou o Des. Nelson Missias de Moraes, com a Comenda "Ordem do Mérito Penitenciário", outorgada pela FBAC, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à causa da recuperação do preso e contribuição ao processo de expansão e consolidação do Método APAC.

"Esta foi uma justa homenagem, pois Des. Nelson Missias não tem medido esforços para contribuir na edificação das APACs no Estado de Minas Gerais. Nos últimos anos contribuiu decisivamente para a ampliação das APACs, destinando recursos de Penas Pecuniárias, seja para a construção de novos Centros de Reintegração Social, seja para reforma daqueles que já estão em funcionamento, ou para aquisição de maquinários para as Unidades Produtivas. Queremos expressar a Des. Nelson Missias nossa profunda gratidão e eterna amizade."

A Comenda foi entregue, durante a inauguração da extensão do CRS da APAC de Patos de Minas, por Valdeci Ferreira, Diretor Geral da FBAC e Dr. Luiz Carlos Rezende e Santos, Jjuiz auxiliar da Presidência do TJMG, Coordenador do Programa Novos Rumos e Presidente do Conselho de Administração da FBAC.  

Des. Nelson Missias disse que se sentia honrado em receber a Comenda. "Eu participo desta metodologia APAC há mais de 20 anos. Ela é importante porque podemos devolver para a sociedade, as pessoas que dela saíram, muito melhores, porque aprendem um trabalho, uma profissão. Retornam para seus familiares e recomeçam suas vidas. Nas APACs acolhemos os prisioneiros e lhes damos uma segunda chance para reconstruir suas vidas." Disse Des. Nelson Missias. 

Em agosto de 2019, Des. Nelson Missias anunciou a liberação de R$ 19.163.800,00, provenientes de penas pecuniárias, para investimentos na construção, ampliação e manutenção de APACs no Estado de MG. Estes recursos foram destinados às APACs com objetivo de adquirir maquinários para as unidades produtivas, bem como para proporcionar construção e ampliação dos Centros de Reintegração Social.

Segundo Valdeci, estes recursos estão permitindo um aprimoramento da aplicação da metodologia no regime semiaberto das APACs beneficiadas, visto que através do maquinário proveniente destes recursos, recuperandos estão sendo profissionalizados e preparados para o mercado de trabalho em várias áreas: panificação, confeitaria, marcenaria, carpintaria, confecção de blocos e afins. Além disso, este recurso permitiu um aumento de vagas nas APACs já existentes e a inauguração de novas unidades.

Em agosto de 2019, Des. Nelson Missias anunciou a liberção de R$ 19.163.800,00, provenientes de penas pecuniárias, para investimentos na construção, ampliação e manutenção de APACs no Estado de MG. Estes recursos foram destinados às APACs com objetivo de adquirir maquinários para as unidades produtivas, bem como para proporcionar construção e ampliação dos Centros de Reintegração Social.

Segundo Valdeci, estes recursos estão permitindo um aprimoramento da aplicação da metodologia no regime semiaberto das APACs beneficiadas, visto que através do maquinário proveniente destes recursos, recuperandos estão sendo profissionalizados e preparados para o mercado de trabalho em várias áreas: panificação, confeitaria, marcenaria, carpintaria, confecção de blocos e afins. Além disso, este recurso permitiu um aumento de vagas nas APACs já existentes e a inauguração de novas unidades.

Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac e APAC produzem máscaras de pano para proteção contra a Covid-19

As máscaras são grandes aliadas para evitar a proliferação da Covid-19. Devido à importância desse equipamento, diversas ações estão sendo realizadas para reforçar, junto à sociedade, sua necessidade em tempos de pandemia. Entre elas, a determinação da obrigatoriedade de uso desse material em diversas cidades do mundo. No entanto, diante das desigualdades sociais, muitas pessoas não possuem condições de adquiri-las.

Pensando nisso, o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac iniciou um projeto com a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) em Minas Gerais, que está produzindo cerca de 100 mil máscaras de pano. Parte desse material ficará com a APAC e a outra será destinada para os 43 sindicatos filiados representados pela Fecomércio MG, que irão enviá-las para doação.

A construção dessa iniciativa só foi possível graças à disponibilidade de mão de obra dos internos da APAC e do Sistema, com o Sesc doando todo o material (tecido, linhas e elásticos) e emprestando 18 máquinas de costura para a confecção das máscaras. A ação com a APAC é apoiada pelo Instituto Minas Pela Paz, Brazil Foundation, Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A presidente interina da Fecomércio MG, Maria Luiza Maia Oliveira, explica que o Sistema já desenvolve há anos atividades sociais nas APACs do Estado. Entre elas, o apoio do programa Rede de Carreiras, um serviço gratuito prestado pelo Senac em Minas que auxilia profissionais e empresas em processos de recolocação e seleção para o mercado de trabalho.

“O Sistema Fecomércio MG tem atuação ampla no Estado, prestando auxílio ao empresário e à sociedade. Por isso, temos orgulho de fazer parte de projetos sociais. A APAC é um projeto maravilhoso e que apresenta bons resultados na recuperação e reintegração social. Com esse projeto de produção das máscaras, incentivamos a empatia e oferecemos oportunidade de acesso e uso de um equipamento de segurança essencial para este momento”, orgulha-se Maria Luiza.

Para o diretor de Programas Sociais, Serviços e Operações do Sesc em Minas, Grijalva Duarte, o projeto tem como objetivo ajudar tanto a sociedade civil como os internos da APAC. “O Sesc em Minas e as demais entidades que compõem o Sistema conseguem ser agentes de transformação social na vida desses internos e das pessoas em vulnerabilidade social, que não possuem condições de adquirir uma máscara”, enfatiza.

O gerente de Projetos do Instituto Minas Pela Paz, Enéas Alessandro Melo, considera que a ação solidária é uma forma dos recuperandos contribuírem com a sociedade em um momento tão delicado devido ao novo coronavírus. Ele ressalta ainda que o trabalho diferenciado feito pelas unidades da APACs em Minas está sendo reconhecido em outras partes do país. “O instituto trabalha na mobilização dos parceiros para qualificação profissional dos recuperandos e no fortalecimento das unidades produtivas das APACs. Com esse projeto, os internos conseguem praticar um ofício e auxiliar a comunidade”, explica Melo.

Participam da ação as APACs femininas de Conselheiro Lafaiete e Pouso Alegre, e as masculinas de Santa Luzia, Campo Belo, São João del-Rei, Manhuaçu e Caratinga.

Fonte: Sistema Fecomércio MG

APAC de Itapecuru Mirim recebeu máquinas para confecção de máscaras

A Associação de Proteção aos Condenados (APAC) de Itapecuru-Mirim recebeu, na quarta-feira, 1º de julho, máquinas e acessórios de costura para utilizar na produção de máscaras de proteção contra a Covid-19, que serão confeccionadas pelos recuperandos que cumprem pena na entidade e doadas para hospitais, creches, asilos, secretarias municipais, diversas entidades e para a população mais carente.


A APAC recebeu seis máquinas, duas overloques, uma galoneira, duas de costura reta e uma de corte, além de tecidos, tesouras e plásticos. O material foi adquirido com recursos da União Europeia, no valor de R$15 mil reais, por meio do Projeto “Humanizar a Pena, Promover a Vida”. O projeto foi lançado em São Luiz no dia 16 de junho. É uma parceria entre a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) e a União Europeia, a fim de proporcionar recursos e condições para que as APACs possam contribuir no combate à pandemia.


“Eles ficaram muito animados e alegres por saberem que eles contribuem para salvar muitas vidas com a fabricação das máscaras e que a população fica agradecida”, declarou a vice-presidente da APAC e secretária municipal de saúde, Teresa Muniz, que recebeu os equipamentos.


“De fato, estou feliz porque essa atitude que tomamos tem alcançado famílias mais carentes de Itapecuru que não têm condições de comprar máscaras para se proteger". Disse um recuperando que cumpre pena na APAC.


Segundo a juíza da 2ª vara de Itapecuru-Mirim, Mirella Freitas, a ação tem auxiliado na mudança da percepção que a população tem das pessoas privadas de liberdade. “É preciso que não se veja a prisão como um espaço de vingança, mas sim como um espaço de regeneração do ser humano.”


A Campanha Humanizar a Pena, Promover a Vida foi lançada no dia 16 de junho, com o apoio do Tribunal de Justiça do Maranhão, Corregedoria Geral da Justiça, Escola Superior da Magistratura, Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e Secretaria Estadual e Administração Penitenciária (SEAP). Durante a campanha, a população foi informada sobre a metodologia APAC, modelo eficaz para ressocialização de apenados, com sete unidades instaladas nos municípios de São Luís, Imperatriz, Pedreiras, Timon, Itapecuru-Mirim, Bacabal e Viana.

 

Mais informções: TJMA e AVSI BRASIL

Fotografia: AVSI Brasil

 

Mantena inaugura primeira etapa de construção da APAC

A comunidade de Mantena, na região mineira do Rio Doce, deu um importante salto para o aprimoramento da Justiça criminal ao inaugurar no domingo (28/6) a primeira etapa da obra de construção da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) da comarca. A entidade tem um método de trabalho que prima pela humanização do cumprimento das penas.

O primeiro bloco inaugurado — um prédio que irá abrigar a área administrativa da unidade —, assim como uma segunda edificação, cuja obra deverá ser concluída dentro de dois meses, foram financiados pelo Judiciário mineiro, por meio de recursos oriundos de penas pecuniárias. O valor total repassado foi de R$ 800 mil.

“A criação de uma Apac é sempre bem-vinda em uma sociedade que prestigia a dignidade da pessoa humana. Estamos tentando sair de uma tradição de banimento dos condenados para uma época de resgate do ser humano, e a Apac tem uma ótima metodologia nesse sentido”, avalia o desembargador Júlio Cezar Guttierrez, que representou na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias de Morais.

Entusiasta da metodologia apaquiana, o desembargador Júlio Cezar Guttierrez, que é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal mineiro, teve papel importante nos esforços para a construção da unidade. Por isso, o bloco inaugurado conta com um auditório que foi batizado com o nome dele.

“Desde 2005, lutávamos para trazer uma unidade da Apac para Mantena, mas não conseguíamos. Foram muitas as dificuldades, e o desembargador Júlio Cezar Guttierrez veio se somar à nossa luta, tendo nos ajudado muito para essa conquista”, conta a presidente da unidade, Márcia Verly, explicando o motivo da homenagem.

Sobre a inauguração da primeira etapa da Apac de Mantena, a gestora declara que representa um passo importante para a realização de um antigo sonho. “Estamos caminhando aos poucos, e cada dia alcançamos um degrau. Agradeço a Deus por isso, pois o chefe é Ele; sou apenas uma funcionária que Ele escolheu para colocar aqui”, declara.

A gestora da Apac de Mantena lembra que a missão do método apaquiano é reintegrar à sociedade o ser humano que cometeu um crime. “Nós estamos aqui para estender a mão para esse preso, mostrar que ele é um ser humano e que é capaz de se recuperar”, ressalta.

De acordo com a presidente da unidade, a metodologia apaquiana busca oferecer uma nova vida e uma nova chance ao recuperando, mas os esforços vão além. “A Apac faz um trabalho muito bonito, que alcança também a família do réu e os familiares da vítima. Por isso, é uma honra para mim fazer parte disso”, declarou.

A UNIDADE

A Apac de Mantena terá um total de três blocos, construídos em um terreno com área de aproximadamente 25 mil metros quadrados. O primeiro bloco é o centro administrativo, inaugurado no domingo; o segundo, já em construção, será destinado ao regime semiaberto e terá 60 vagas; e o terceiro bloco, para o regime fechado, terá capacidade para 40 pessoas.

“Como a área onde a Apac de Mantena está sendo construída é muito extensa, nosso desejo é ter ali muitos espaços para o trabalho, como uma fábrica de blocos. Já temos também o projeto de uma horta, realizado por um engenheiro ambiental, para que ali possam ser produzidas hortaliças ao longo de todo o ano”, conta a presidente.

Entre outras possibilidades, ela cita também a expectativa de que o Centro de Reintegração Social (CRS), que leva o nome do idealizador da metodologia, o advogado Mário Ottoboni, abrigue também uma padaria e uma fábrica de móveis. O CRS é o espaço físico onde o método Apac ganha vida.

Ver mais: Portal TJMG

APAC de São João del Rei completa 12 anos

Neste sábado, dia 27 de junho, a APAC de São João del-Rei completou 12 anos de administração do Centro de Reintegração Social Franz de Castro Holzwarth. São 12 anos garantindo cumprimento de pena de acordo com as regras da Lei, com valorização humana, custo baixo e sem a presença de agentes penitenciários e polícia.

Nossa história começa em 2005, quando a juíza dra.Rosângela de Carvalho Monteiro convida representantes da sociedade civil para conhecer e implantar uma APAC na região. Do encontro, surgiu um grupo de voluntários - inclusive 2 presos do Presídio Regional - dipostos a viajar até a APAC de Itaúna/MG para conhecer o método e a filosofia desenvolvidas pelo brilhante dr. Mário Ottoboni. Por 3 anos, o grupo se desenvolveu, estudou e encontrou apoio de diferentes setores da sociedade - em especial o juiz dr. Ernane Barbosa Neves, que abraçou a causa. Em 2008, no Cassoco, nasce a primeira estrutura 100% apaquiana em São João del-Rei, depois de uma reforma feita pelos próprios presos do regime comum - com apoio incondicional da Comarca de São João del-Rei, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e da FBAC. A reforma foi custeada pelas prefeituras de São João del-Rei, de Santa Cruz de Minas e Ritápolis, que doaram respectivamente R$80.000, R$4.000 e R$4.000.

Diferente de outros sistemas prisionais, na APAC o apenado ganha o nome de recuperando e eles são co-responsáveis pela sua recuperação. Carregam as chaves, cuidam da segurança, da limpeza, alimentação, contando com o suporte de funcionários e voluntários.

A história da APAC, perpassa pela vida de muita gente. Mais de 2.362 pessoas entraram pelos nossos portões e deixaram o delito do lado de fora. Centenas de voluntários e funcionários contribuem diariamente para recuperar indíviduos e comprovar que "do amor ninguém foge".

Antônio Carlos de Jesus Fuzatto, presidente da entidade, destaca "não tem APAC, sem voluntário". Ele próprio desenvolve a função de presidente da fundação de forma voluntária e empresta sua história para esta missão.

Pesquisa avalia violência no sistema prisional em Minas

Os resultados do primeiro estudo de vitimização da violência contra os presos, realizado no Brasil, foram apresentados ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (25/06), véspera do Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A radiografia buscou retratar a dinâmica, a frequência e os elementos que compõem os fenômenos da violação de direitos humanos e de atos de tortura no sistema prisional de Minas Gerais.
O Estudo é fruto de uma parceria entre a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), da Associação Voluntários para o Serviço Internacional do Brasil (AVSI Brasil), do Ministério Público de Minas Gerais e da Sapori consutoria em Segurança Pública, agente executor da pesquisa.

O vice-presidente da AVSI Brasil, Jacopo Sabatiello, destaca também o fato de a pesquisa ser pioneira no Brasil, bem como os caminhos que ela pode apontar. “De um lado, ela pode fornecer dados científicos, recomendações e diretrizes para o aprimoramento da política pública penitenciária; de outro lado, pode promover um debate maduro sobre tratamento penitenciário e segurança pública de forma geral”, avalia.

A pesquisa
A apresentação dos dados foi feita pelo sociólogo especialista em segurança pública Flávio Sapori, que coordenou o estudo. Iniciada em agosto de 2019, a pesquisa foi desenvolvida ao longo de aproximadamente 10 meses junto à população carcerária de homens e mulheres cumprindo pena em 13 Apacs de Minas Gerais.
Foram entrevistados 1.374 recuperandos e 146 recuperandas — todos eles com significativa experiência de vida no sistema penitenciário convencional e acumulando diversas passagens por unidades prisionais, até chegarem a uma unidade Apac.
O sociólogo explicou que, além de traçar um diagnóstico sobre a incidência e as principais características da violência e dos maus-tratos no interior das prisões, o estudo analisa, por meio das entrevistas, as relações de causa e efeito dos fenômenos investigados.
O estudo também identifica aspectos positivos do cumprimento de pena nas Apacs e mapeia as oportunidades de melhoria, propondo também medidas e diretrizes para a elaboração de políticas públicas.
“A concepção de violação de direitos e de violência foi bem ampla. Nós consideramos violação de direitos e maus-tratos não apenas a violência física, mas também consideramos o fenômeno do ponto de vista da qualidade das assistências oferecidas aos presos”, explicou Sapori. Ao final da pesquisa, foi analisada a percepção dos presos em relação às Apacs, na comparação com o sistema comum.

 

A pesquisa e as APACs

A pesquisa realizou também testes estatísticos para verificar em que medida a qualidade das assistências recebidas pelos presos e presas, além dos respectivos perfis sociais, impactavam a chance de serem vítimas de algum tipo de violência física ou maus-tratos. E traz ainda indicadores sobre denunciação da violência sofrida.
Quanto às Apacs, a pesquisa apontou que a avaliação das assistências providas nas unidades é superior às do sistema prisional convencional. Em quase todos os tipos de assistências, as avaliações “muito melhor” e “melhor” são superiores a 90%, exceto “assistência médica” e “assistência odontológica” — respectivamente 89% e 78%.
Em quesitos como alimentação, saúde física, segurança física e oportunidades de trabalho, a avaliação positiva nas Apacs “está próxima dos 100%”, confirmando, segundo o estudo, “quão melhor é a qualidade das assistências providas pelas Apacs comparativamente às assistências providas pelo sistema prisional convencional.”

Com informações e fotografia: Portal TJMG

FBAC organizou manhã de Oração e Jejum das APACs

No dia 26 de junho, com o tema: "Atravessando a noite com Jesus", a FBAC organizou uma manha de oração, jejum, reflexão e motivação, em face da pandemia que assola o país. Foi transmitido online e todas as APACs de Minas Gerais, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul projetaram para os recuperandos e colaboradores acompanharem. Vários voluntários acompanharam de suas residências. Desta forma, 3380 pessoas participaram da manhã, dos quais 2737 recuperandos, 509 funcionários e 134 voluntários. Também participaram do evento, de São Paulo, Padre Dimas de Paula Inácio e Cristina Ottoboni, e da Nicaragua, Dorestela  Medina, coordenadora regional da América Latina, da Prison Fellowship International (PFI). 

Ari de Jesus, Diretor Executivo de Gestão da FBAC, coordenou a manhã de oração e jejum. Recuperandos, voluntários e parceiros das APACs foram convidados para fazerem preces e orações pelas diversas situações enfrentadas pelas APACs, FBAC e pelo mundo, na atualidade.

O Diretor Geral da FBAC, Valdeci Ferreira, introduziu o momento, acolhendo a todos e convidando para que se colocassem inteiramente naquele momento, em profunda oração, suplicando a misericordia de Deus para toda a humanidade. "Foi muito difícil assinar um documento nos quais as visitas dos familiares seriam canceladas. Eu sei o quanto é dificil para vocês, recuperandos, ficarem sem suas visitas aos domingos. Mas precisamos cuidar uns dos outros e de nossas famílias. Juntos iremos atravessar por estes tempos difícieis. Deus está conosco. Vamos acreditar." Disse Valdeci emocionado.

Próximo à conclusão da manhã, a filha de Dr. Mário Ottoboni, Cristina Ottoboni, deixou uma belíssima mensagem para os presentes, os convidando para acreditar, confiar em Deus e seguir em frente neste momento difícil que as APACs atravessam. Cristina disse que tem um compromisso de orar pelas APACs e o faz com muita alegria e a certeza de que seu pai, Mário Ottoboni, está muito feliz com a caminhada das APACs. 

Alguns comentários dos participantes

1. Mais do que nunca, estou convicto de que a APAC é uma obra de Deus e que nenhuma tempestade irá danifica-la.

2. Estou muito feliz com o encontro de hoje. Com certeza foi o intervalo de quatro horas mais dignificantes de minha vida.

3. Agradeço imensamente por esta manhã, que me motivou para continuar sem medo.

A FBAC agradece a todos que participaram deste momento, refletindo, orando, jejuando e acreditando na presença misericordiosa do Deus da vida. "Estamos gratos a Deus por este momento tão bonito que vivenciamos nesta manhã. Foi uma manhã única na vida de todos. Tudo passa. Essa  pandemia irá passar. Fiquemos firmes. Confiemos no Deus da Vida e da misericórdia. Estamos juntos." Disse Valdeci.

Dorestela Medina, coordenadora regional da PFI

FBAC participa de inauguração na APAC de Patos de Minas/MG

O Diretor Geral da FBAC, Valdeci Antônio Ferreira, e o presidente do Conselho de Administração da FBAC, Dr. Luiz Carlos Rezende e Santos, que também é juiz auxiliar da presidência do TJMG, estiveram presentes na inauguração da APAC de Patos de Minas/MG.

Perto de encerrar uma gestão que entra para a história, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Nelson Missias de Morais, inaugurou nesta quinta- feira (25/06) o segundo anexo para recuperandos na Associação de Proteção ao Condenado (Apac) de Patos de Minas, cidade do Alto Paranaíba, a 400 km de Belo Horizonte.

O fato de ser um apaqueano assumido e de ter sido criado na cidade desde pequeno foram ingredientes que levaram muita emoção ao evento, que ocorre a poucos dias do encerramento de sua gestão à frente da Corte Mineira.

O novo Centro de Reintegração Social Doutor Mário Ottoboni, em Patos de Minas, foi ampliado em tempo recorde e agora tem capacidade para abrigar até 130 recuperandos. As obras foram feitas com a participação dos usuários da Apac.

Dr. Luiz Carlos Rezende Santos lembrou que há 45 dias esteve na Apac para tomar decisões fundamentais para a conclusão da obra. Ele agradeceu a todos os envolvidos no processo de ampliação e lembrou do empenho de cada um para que o cronograma fosse cumprido. “Daqui de Patos de Minas eu levo a gratidão”, resumiu o magistrado.

"Eu me sinto, quando inauguro uma APAC, feliz e absolutamente realizado, porque aqui nós estamos investindo em pessoas, aparentemente fragilizadas, pessoas que em determinado momento da vida cometeram um deslize, mas estão buscando um recomeço. O começo é para todos, o recomeço é para os grandes. E para mim, inaugurar uma APAC é algo que me toca fundo, porque eu participo desta metodologia APAC há mais de 20 anos. Em nossa gestão investimos muito nesta metodologia porque acreditamos nela. Ela é importante porque podemos devolver para a sociedade, as pessoas que dela saíram, muito melhores, porque aprendem um trabalho, uma profissão." Explicou Des. Nelson Missias de Moraes.

"Desde a criação da APAC foi uma caminhada exaustiva e agora, podemos ter, a exemplo de outras comarcas, o Centro de Reintegração Social, propondo uma metodologia mais eficaz de reabilitação." Disse Dr. Paulo Henrique Delicole, Promotor de Execuções Penais de Patos de Minas.

A presidente da APAC, Sra. Maria Abadia, fez um breve histórico da APAC durante a cerimônia. Segundo ela, "A APAC já existia há mais de 7 anos, com capacidade para receber um número limitado de recuperandos. Agora estamos ampliando nossa capacidade.  Inaugurar a APAC é a realização de um sonho. Hoje a APAC ganha nova vida e o nome de nosso fundador Dr. Mário Ottoboni, a quem dedicamos este centro."

A FBAC parabeniza todos os voluntários e colaboradores da APAC de Patos de Minas, que não mediram esforços para concretizar esta obra, e, mesmo diante de dificuldades e obstáculos, seguirem firmes adiante. Com certeza, a APAC de Patos de Minas dará passos para tornar-se modelo na aplicação da metodologia.

Participaram da solenidade o presidente Nelson Missias de Morais, acompanhados dos desembargadores do TJMG, André Amorim Siqueira, Maria Inês Souza e Paula Cunha e Silva; o juiz auxiliar da presidência e coordenador do Programa Novos Rumos, Luiz Carlos Rezende e Santos: a presidente da Apac de Patos de Minas, Maria Abadia Garcia Vecchi; o diretor da Comarca de Patos de Minas, juiz José Humberto da Silveira; a juíza da Vara de Execuções Penais de Patos de Minas, Solange de Borga Reimberg; o juiz da Comarca de Patos de Minas, Melchiades Fortes da Silva Filho; o promotor de Execuções Penais de Patos de Minas, Paulo Henrique Delicole; o Diretor Geral da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (Fbac), Valdeci Antônio Ferreira e vários representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário da cidade.

Com informações e fotografias do Portal TJMG

 

 

 

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