APAC de Itaúna recebe projeto piloto para qualificar recuperandos na área de comunicação

Permitir que presidiários que vivem em regime fechado contem suas histórias sem a intermediação de um escritor, repórter, fotógrafo ou ilustrador é objetivo de um projeto apresentado nesta segunda para 19 internos da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Itaúna, na região Central do Estado. Batizada de A Estrela, a iniciativa de uma agência de fotografia levará aos sentenciados, por duas semanas, um curso onde eles aprenderão a produzir vídeos, textos e fotografias a partir de narrativas construídas por eles mesmos. Todo o material será transformado em uma revista e em um site multimídia.
Para o coordenador do projeto e sócio da agência Nitro, Leo Drumond, o conteúdo resultante do curso poderá ajudar a mudar a maneira como a sociedade vê o ambiente da prisão. "O preconceito tem relação com a falta de informação. A ideia é que (o material) funcione como uma ponte entre quem está lá fora e aqui dentro", disse.
O diretor da Apac de Itaúna, Orlando Gonçalves de Freitas, destacou o aspecto educacional da iniciativa. "Tudo aquilo que vem reforçar a educação do sentenciado é muito válido", disse, ressaltando que o projeto pode despertar a criatividade dos internos. "Um curso diferente vai colaborar para desenvolver o espírito criativo e favorecer a formação profissional", completou.
Já Drumond concorda que a iniciativa pode ajudar na capacitação mínima dos sentenciados. "A comunicação é cada vez mais necessária em todos os lugares, e é importante fornecer a primeira semente", concluiu.
Mesmo no início, os coordenadores do projeto A Estrela já têm planos de expandir a iniciativa. "A ideia é que seja ampliado em 2015 para presídios comuns e também para egressos", disse a jornalista Natália Martino, uma das organizadoras da iniciativa.
O projeto é inspirado em uma publicação de 1940 chamada "A Estrela", que era feita na Penitenciária Central do Distrito Federal, que naquela época funcionava no Rio de Janeiro. A agência também realiza uma iniciativa semelhante em festivais de fotografia. Desde 2013, seis revistas já foram produzidas pelos participantes dos eventos.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

Audiência Pública discute a implantação do Método APAC em Rondônia

audienciarondoniaUma audiência pública realizada nesta segunda-feira (13/10), em Porto Velho, discutiu a implantação do Método APAC no Estado de Rondônia.

A audiência pública que buscou expor a eficácia do trabalho foi promovida pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Centro de Apoio Operacional de Política Penitenciária e Execução Penal (CAOP-PPEP), em parceria com o Estado de Rondônia, e contou com a presença de membros do Ministério Público, Judiciário e dirigentes de APAC no Estado de Minas Gerais.

O Juiz Ricardo dos Santos Freitas Veras, Coordenador do Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, explicou que as unidades prisionais que seguem o modelo APAC obedecem à Lei de Execução Penal em sua integralidade, sendo o cumprimento de pena em local de extremo rigor, embora revestido de um caráter humanizador. A diferença, segundo ele, está na oferta de estudo regular, trabalho, atividades religiosas, assistências jurídica e à saúde, entre outros fatores.

Ricardo dos Santos Freitas Veras afirmou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais institucionalizou o apoio à criação das APACs, por meio de resolução. As unidades funcionam mediante a parceria estabelecida entre o Poder Judiciário, o Poder Executivo e o compromisso de envolvimento de diversos segmentos da sociedade civil organizada. A Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) é a entidade que congrega, orienta, fiscaliza e zela pela unidade e uniformidade das APACs no Brasil.

O Promotor de Justiça de Minais Gerais Paulo Henrique Delicole, outro convidado que relatou o sucesso das associações para a recuperação de apenados, explicou que o cumprimento de pena em uma APAC deve ser uma opção do apenado, que passa por uma triagem para chegar à unidade. O integrante do MP falou do caráter recuperador do modelo, que pode ser adotado nos regimes fechado, aberto e semiaberto.

A audiência pública realizada nesta segunda, no auditório do MPRO, foi aberta pelo Diretor do CAOP-PPEP, Procurador de Justiça Carlos Grott, que falou da importância da associação, ao devolver à sociedade pessoas úteis e produtivas. "A grande beneficiária desse método é a sociedade, que recebe homens e mulheres recuperados", disse.

O Secretário de Estado de Justiça, Coronel Paulo César Figueiredo, relatou a experiência de ter conhecido de perto uma APAC e falou da expectativa em implantar o modelo no Estado.

A audiência também teve a presença do Diretor Executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, Valdeci Ferreira; do Chefe da Casa Civil, Marco Antônio de Faria; do Juiz da Vara de Execuções Penais, Sérgio William Domingues Teixeira, e do Secretário de Segurança, Carlos Reis, entre outras autoridades.

Fonte: Ascom MPRO

Tribunal de Justiça do Paraná conhece o Método APAC na Comarca de Barracão

tjparanaNa sexta-feira (10/10/2014), o Presidente do egrégio Tribunal de Justiça do Paraná, Desembargador Guilherme Luiz Gomes, visitou o Fórum da Comarca de Barracão e a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados - APAC. Acompanharam a visita o 1° Vice-Presidente, Desembargador Paulo Roberto Vasconcelos; o 2° Vice-Presidente, Desembargador Fernando Wolff Bodziak; os Desembargadores Luiz Carlos Gabardo; Luiz Fernando Tomasi Keppen; Hamilton Mussi Corrêa; Luís Cesar de Paula Espíndola e Antonio Renato Strapasson.

No Fórum, os Desembargadores conheceram as bem decoradas instalações, a motivada e alegre equipe, bem como tomaram conhecimento das metas internas desenvolvidas pela Comarca, desde 2009, para agilidade dos processos. Sentiram o carinho com que os jurisdicionados são recebidos na Comarca. O Presidente do Tribunal de Justiça e os demais Desembargadores foram recebidos pelos Prefeitos, Vereadores, Advogados, Policiais Militares, Civis e Federais da Comarca, que enalteceram as realizações do Poder Judiciário da Comarca de Barracão. A visita foi acompanhada pelo Promotor de Justiça da Comarca, Michael Junio Gebeluky.

Na APAC, os Desembargadores conheceram as estruturas do regime semiaberto e fechado, presenciando a rigidez e a disciplina do método APAC, que exige comportamento e postura adequados de todos os recuperandos, durante o cumprimento da pena. Conheceram os 11 funcionários da APAC, responsáveis pela aplicação do método. Visitaram a capela, as indústrias internas (têxtil, de barras de sabão, de montagem de peças de torneiras) e foram saudados pelos recuperandos, que cantaram uma música em homenagem ao Tribunal de Justiça paranaense.

Conforme a Juíza, Dra. Branca Bernardi, a comitiva conheceu os índices de ressocialização do método APAC (100% de ressocialização em Barracão, com 50 recuperandos já liberados para o meio aberto, em cerca de 2 anos de atividade), bem como com os reduzidos custos (um preso custa 4 salários mínimos para o Estado, quando mantido em uma Penitenciária. Na APAC, esse preso custa 1 salário mínimo. Na Penitenciária, a média de ressocialização é de 14%, enquanto a média de ressocialização na APAC é de 91%).

Os Desembargadores pretendem divulgar o método pelo Estado do Paraná, para realizar a humanização no cumprimento da pena, preparando o recuperando para valorizar a família, o trabalho, as autoridades, voltando para a comunidade como um cidadão de bem. Na oportunidade, desceraram uma placa em homenagem à APAC e ao trabalho da Juíza Branca Bernardi, da Presidente da APAC, Isaura Rosandra Pertile, e do Gerente Emerson Roberto Duarte.

Recuperandas da APAC de Valadares recebem orientações na campanha Outubro Rosa

rosavaladaresDe lacinho rosa no peito, as 44 recuperandas da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Governador Valadares tiveram a rotina alterada na tarde do último dia 7, em um momento destinado à orientação e à melhoria da qualidade de vida, proporcionado pelos profissionais da Estratégia Saúde da Família Santa Rita III, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família V (Nasf) e do Sesc.  

Atentas, as recuperandas puderam acompanhar uma palestra sobre combate ao câncer de mama, receberam atendimento médico e se exercitarem com uma aula de aeróbica ao ritmo de uma animada música. Esta atividade faz parte das comemorações pelo Outubro Rosa, mês em que o foco é conscientizar as mulheres sobre a importância de se prevenir o câncer de mama por meio da realização do autoexame e da mamografia. 

Ester Evangelista de Jesus, 41 anos, contou que antes de ir para a APAC usava e traficava drogas e que nunca se preocupou muito com a saúde. “Pela primeira vez na vida vou fazer mamografia e exame preventivo; eu nunca tinha feito porque não dava bola para essas coisas; tinha outras preocupações. Há três anos eu vim pra cá e posso dizer que minha vida se transformou; sou uma outra pessoa. Aprendi que precisamos cuidar sempre da saúde para termos mais garra e força de vontade para sair daqui, retomar a vida e conquistar nossos sonhos”,  desabafou.

Ao contrário da colega, Bertolina, 53 anos, não descuida da saúde. “Eu meço a pressão, peso, confiro a glicemia, cuido dos dentes, já fiz ultrassom e, há quatro anos, me levam para fazer mamografia. E não demora a marcar: rapidinho elas agendam e faço os exames. Todas as profissionais, tanto da saúde quanto daqui da APAC, nos dão toda assistência porque cuidar da saúde é fundamental. Achei muito válida essa atividade; gostei demais da palestra, que serviu como aprendizado para mim. Coloquei este laço rosa na blusa para lembrar que é preciso cuidar das mamas sempre”, disse.

Para a assistente social do Nasf V Daniela Geber, o objetivo de levar informações para o maior número de mulheres foi alcançado. “Nosso foco era conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama, promover e valorizar os cuidados com a saúde, dando a devida importância ao tema, e, graças aos profissionais do Nasf, da ESF e do SESC, posso dizer que conseguimos fazer isso aqui na APAC”, concluiu. 

Fonte: valadares.mg.gov.br

FBAC promove Curso para Capacitação de Funcionários das APACs

A Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) promoveu, com o apoio do Programa Novos Rumos do TJMG, o 3º Curso de Capacitação para Funcionários das APACs. A formação ocorreu na unidade masculina da APAC da comarca de Itaúna, no período de 7 a 11 de outubro.

O objetivo do curso foi preparar os funcionários que atuarão nos Centros de Reintegração Social (CRS) geridos pelas APACs, esclarecendo dúvidas, oferecendo treinamento e habilitando os participantes a administrar com eficácia as unidades em que estiverem.

O público-alvo foram 85 representantes de diversas APACs do Estado. O foco foram profissionais recém-contratados, ainda pouco familiarizados com a metodologia, e funcionários que necessitem de aprimoramento entre os inspetores e condutores de segurança, encarregados de segurança e disciplina, finanças e auxiliares, administrativos e auxiliares, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. Houve também inscritos das APACs de Pedreiras, no Maranhão, e de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.

Além de aspectos práticos da aplicação dos Elementos Fundamentais do Método APAC, os cursistas participaram de oficinas específicas dos setores administrativos, de segurança e disciplina, e financeiro, este último com a colaboração dos servidores da Diretoria de Políticas de APACs e Co-gestão (DAC) Matheus Cunha e Elissandra Nava, e da Diretoria de Contratos e Convênios (DCC) João Paulo de Oliveira e Julita Ferreira, da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS).

Foram ministradas ainda duas palestras, com os temas A Importância da Unidade das APACs e da Correta Aplicação da Metodologia, e Ética na Administração, conduzidas, respectivamente, por Dr. Tomáz de Aquino e Dr. Paulo Antônio de Carvalho, membros do Conselho Deliberativo da FBAC.

Ao todo, 210 funcionários de APACs receberam treinamento, nos 3 cursos realizados pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, em parceria com o Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no ano de 2014.

APACs mineiras recebem visitante britânica

Durante os dias 22 a 25 de setembro, uma visitante de Londres, Sra. Deborah Goddard, esteve em Minas Gerais para conhecer in loco o Método APAC.


Atualmente trabalhando como capelã em uma prisão para jovens de 15 a 20 anos em Londres, Deborah veio conhecer como funciona a metodologia e reunir o maior número de informações, materiais e experiências empíricas, para então apresentar às autoridades e pessoas que estejam interessadas em conhecer e implantar APACs na Inglaterra.


Na cidade de Itaúna/MG, ela pôde conhecer as unidades masculina e feminina, onde teve a oportunidade de aprender de modo sucinto a organização da APAC, os 12 elementos do Método, entrevistou recuperandos, funcionários, voluntários, tirou várias dúvidas, entre outras atividades.


No dia 24, a visitante foi recebida pela equipe do PAI-PJ em Itaúna, que é um programa de atenção integral ao paciente judiciário portador de sofrimento mental, onde pode conhecer o trabalho que é realizado, bem como trocar ideias e experiências. Ademais, foi apresentada pela Dra. Cristiane Santos ao projeto de criação de uma APAC juvenil na cidade, que tem tido o apoio de grande parcela da sociedade, inclusive alguns empresários, bem como do Poder Judiciário local.


No último dia de sua visita, a capelã foi calorosamente recebida pela presidente da APAC de Nova Lima/MG, Sra. Sandra Tibo e sua equipe, que apresentou todas as dependências do Centro de Reintegração Social.

Sabe abaixo, uma pequena entrevista realizada com a visitante.


FBAC: Deborah, como você ficou sabendo sobre o Método APAC?


Deborah: Eu sempre quis aprender sobre programas que são efetivos na reabilitação de presos. Neste sentido, estava sempre lendo matérias na internet relacionadas a programas cristãos que proporcionam esta recuperação, quando encontrei temas que tratavam sobre a APAC. Além disso, me lembro de uma vez que ouvi a respeito das APACs, o que ocorreu há mais de 10 anos em um congresso, mas naquele tempo eu não tinha condições de poder conhecê-lo presencialmente. Contudo, Deus foi tão generoso comigo, que agora que estou de férias do meu trabalho, pude entrar em contato com a Prison Fellowship International, e me foi indicado contatos para que eu pudesse conhecer pessoalmente o trabalho apaqueano no país.


FBAC: O que mais lhe chamou a atenção durante os quatro dias de visita?


Deborah: É difícil dizer o que mais chamou minha atenção durante este período, pois há inúmeros pontos interessantes, como por exemplo, o jeito comunitário em que trabalham os recuperandos e como se ajudam. Normalmente em prisões temos uma expressão britânica que diz "cada homem por si", que quer dizer que você está sozinho e faz o que tiver que ser feito para sobreviver, mas na APAC é totalmente o oposto, pois há uma cooperação muito grande entre eles, o que eu nunca pensei que pudesse encontrar em uma prisão; a grande diferença no modo em que a equipe da APAC se relaciona com os recuperandos é magnífica, pois é como se fossem uma grande família, onde todos se respeitam e se compreendem; os recuperandos tem total liberdade de se deslocarem e interagir com as visitas no Centro de Reintegração Social, ademais de eles próprios auxiliarem na administração de seus próprios regimes de cumprimento de pena conjuntamente com a administração da APAC. Vale ainda salientar o fato de eles próprios terem as chaves de todo o Centro em suas próprias mãos, e você estar sempre rodeado de pessoas que cometeram crimes, mas não há absolutamente nada com que se preocupar, pois tudo é muito seguro. O modo como os recuperandos respondem com a confiança que é depositada neles, coloca-os em uma posição de responsabilidade e cria um vínculo muito forte de cooperação. A todo o momento você tem milagres de Deus acontecendo dentro da APAC, pois é algo inacreditável e deve ser conhecido por todos.

 

APAC de Viçosa recebe Comissão de Direitos Humanos da ALMG

Uma parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) pode resolver os problemas da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) local, que convive com falta de infraestrutura. A sugestão foi feita nesta terça-feira (23/9/14), nesse município da Zona da Mata, pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Durval Ângelo (PT).

A comissão esteve em Viçosa para, em audiência pública, ouvir as demandas dos envolvidos com a manutenção e o funcionamento da APAC. O objetivo é levantar as demandas de todas as unidades em funcionamento no Estado para elaborar um relatório com sugestões para melhoria do serviço. Em Minas, já estão registradas 70 APACs - 36 em funcionamento, oito em construção e o restante aguardando um local para começar o trabalho.
Além de Viçosa, outras oito cidades já receberam a visita da comissão para discutir a importância do método APAC: São João del-Rei, Itabirito, Ouro Preto, Alfenas, Sete Lagoas, Aimorés e Lagoa da Prata. Segundo o deputado Durval Ângelo, a previsão é de que a comissão visite pelo menos 20 APACs ainda neste ano.

A instituição de Viçosa desenvolve trabalhos de ressocialização com 30 recuperandos e alcança um índice de 88% de sucesso. Segundo a presidente da unidade, Sandra Gomes Canuto, a maioria dos que reincidem no crime o faz porque não consegue ser acolhida pela sociedade.

O deputado Durval Ângelo se comprometeu a procurar a UFV – uma das principais fontes de renda da cidade – para solicitar que doe um terreno para a construção de um novo prédio para a APAC. Ele também quer que a universidade exija das suas prestadoras de serviço que passem a contratar a mão de obra dos recuperandos. "É muito mais barato recuperar os internos do que investir num sistema de presos", argumentou.
A APAC de Viçosa foi implantada há 11 anos na antiga cadeia da cidade. O prédio é velho, com instalações deterioradas e pouco espaço para atender a demanda. No local funciona uma marcenaria, que atende o mercado local, e uma padaria, que está funcionando apenas para a demanda interna, por falta de equipamentos. Convivem ali 11 recuperandos em regime semi-aberto, dos quais oito trabalham fora da instituição e retornam apenas para dormir. Os outros três e mais os 19 condenados a regime fechado prestam serviço na própria unidade.

Além de trabalharem e, com isso, reduzirem a pena – a cada três dias, um a menos para cumprir –, os recuperandos contam com assistência jurídica, médica, religiosa e psicológica. Também podem estudar numa escola de ensino fundamental que funciona na instituição. Sete deles frequentam o Centro Estadual de Educação Continuada (Cesec) para aulas de supletivo do ensino médio.

Um dos fundadores da APAC de Viçosa, Valdeci Antônio Ferreira, diretor-executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, afirmou que o desejo é construir uma nova sede para ampliar o atendimento aos recuperandos e transformar o atual prédio numa unidade destinada a mulheres condenadas. "Se o homem sofre numa cadeia, a mulher sofre muito mais e recebe muito pouca atenção", disse ele.

Valdeci exaltou o trabalho das APACs para a reintrodução social dos presos, lembrando que o centro de recuperação é apenas um dos elementos da terapêutica utilizada. O sucesso se deve, também, ao compromisso do próprio recuperando com sua ressocialização e ao envolvimento da família, dos profissionais e voluntários com esse processo. "Provamos que é possível prisões sem guardas, sem armas, sem corrupção e sem maracutaia", disse.

Fonte: almg.gov.br


Itaúna presta homenagem a dois grande homens

Foram homenageados na tarde de ontem (22), nas dependências do Centro de Reintegração Social da APAC de Itaúna, o diretor executivo, Valdeci Antônio Ferreira, e o vice-presidente do Conselho Deliberativo da FBAC, Paulo Antônio de Carvalho. 

A homenagem faz referência aos 30 anos de serviços prestados por ambos - Dr. Paulo como juiz da Vara de Execuções da Comarca de Itaúna, e Valdeci como precursor no trabalho com presidiários, primeiramente como coordenador da primeira equipe de pastoral carcerária e em seguida como o grande divulgador da metodologia apaqueana. Mesmo não tendo nascido na cidade (Dr. Paulo é natural de Conceição da Aparecida, e Valdeci de Itapecerica), Deus permitiu que seus caminhos se cruzassem em Itaúna, para que juntos, no mesmo ideal cristão, fizessem nascer a primeira APAC no estado de Minas Gerais.

O auditório do regime fechado da APAC ficou lotado, com a presença de mais de 200 pessoas. Recuperandos, voluntários, representantes do Poder Judiciário e das APACs de Cachoeiro de Itapemirim, Barbacena, Santa Maria do Suaçuí, Nova Lima, Perdões, Manhumirim, Manhuaçu, Santa Bárbara, Uberaba, Campo Belo, Sete Lagoas e Lagoa da Prata compareceram ao evento para prestigiar os homenageados. Ainda estiveram presentes, compondo a mesa, os padres Gilmar Pinheiro Marques, Amarildo José de Melo e Jorge Padovan, a presidente da APAC de Itaúna, Lidia Vilela, o presidente do Conselho Deliberativo da FBAC, Tomáz de Aquino Resende, e o juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.

Foram agraciados ainda, com a "Homenagem de Gratidão e Fé pela Participação no Processo de Consolidação da APAC em Itaúna", Maria Augusta Fonseca, Terezinha Morais Silva, Pe. Gilmar Pinheiro Marques, Pe. Amarildo José de Melo, Maria Aparecida Lima, Raimunda Maria da Conceição, Dilma Silva Lopes e Geni Ferreira Pinto. 

Mesmo não estando presente, o criador do Método APAC, Mário Ottoboni, enviou sua mensagem: "Alegremo-nos quando somos lembrados pelo bem que praticamos e, diretamente, despertamos os acomodados que praticam a religiosidade, mas pouco, ou nada fazem para socorrer os necessitados. Considere-me presente nesta justa homenagem."

"Eu sou muito grato a Deus por tudo. Ao longo desses 30 anos eu encontrei muitos amigos, muitos anjos que Deus foi colocando no meu caminho. Se não fossem os muitos ombros que nos carregam no dia a dia, nós não teríamos tido a capacidade de enxergar tão distante quanto a gente enxerga, e de perceber que a nossa missão é uma missão além fronteiras, de abrir as portas das prisões para o mundo inteiro. E nessas andanças, entre tantas pessoas importantes que eu encontrei, uma delas é o Dr. Paulo. Foi quem nos possibilitou o acesso à cadeia, a qualquer momento, para que realizássemos nosso trabalho, pois até então só era permitido nossa entrada no dia de visita dos familiares dos presos, e foi quem teve a coragem e a ousadia de entregar as chaves de uma prisão aos próprios presos", disse Valdeci.

Confira o álbum de fotos da homenagem em nosso flickr.

 

APAC fornece almoço em julgamento do Fórum de Manhuaçu

A APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) de Manhuaçu inovou mais uma vez, e numa parceria firmada com juizes do Fórum Desembargador Alonso Starling, forneceu o almoço, nesta quarta-feira, 17/09, para todos que participaram do julgamento ocorrido naquele recinto. A iniciativa é louvável já estimula os recuperandos e economiza, pois o almoço era servido por restaurantes da cidade.

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A presidente da APAC, Denise Rodrigues, explicou como surgiu a ideia. "Foi uma ótima ideia que surgiu de uma servidora da 2ª Vara Criminal. Em conversa, o Dr Maurício acolheu bem a sugestão e para nós foi uma grande satisfação, pois assim mostramos à sociedade o trabalho dos recuperandos que estão se profissionalizando e querem mesmo esta mudança de vida", contou. "Na nossa visão foi um sucesso. O custo também é bem menor e vai economizar para o Estado e a qualidade da comida é excelente, então temos planos de continuar a parceria e ampliar", acrescentou Denise.


O Juiz de Direito, Dr. Maurício Navarro Bandeira de Melo, elogiou a parceria. "Com relação ao fornecimento de refeição durante os julgamentos é uma necessidade que existe, pois os jurados são convocados para comparecer às 9h e necessariamente fazem a pausa para o almoço, então neste contexto é comum convocarmos os restaurantes de Manhuaçu para que forneçam a alimentação, mas hoje especificamente optamos pela alimentação da APAC que foi muito bem preparada, servida e atendeu plenamente às necessidades de todos. Tivemos esta grata surpresa e a APAC demonstrou que tem condições de fornecer o almoço durante os julgamentos", detalhou.


Dr. Maurício disse que a ação é uma grande contribuição com os recuperandos."Ficamos satisfeitos também porque estamos contribuindo com os recuperandos que futuramente estarão reinseridos na sociedade. O Dr Marco Antônio também está com esta visão de contar com os serviços de alimentação da APAC", finalizou. 

Fonte: manhuacu.com

 

Corrente do bem em prol de uma sociedade mais humana

Quando instituições e pessoas do bem se unem em prol de algo maior, só pode dar certo. E é isso que tem acontecido com o ciclo de palestras que o SENAC-MG, Tio Flávio Cultural, Instituto Minas Pela Paz e FBAC têm promovido, voluntariamente, em diversas APACs em Minas Gerais.


O objetivo é ajudar o ser humano a encontrar novos caminhos e fazer novas escolhas. Por isso, a parceria começa com uma palestra do Tio Flávio, que fala aos recuperandos sobre mudanças e novas possibilidades, sonhos e empreendedorismo. As unidades locais do SENAC prosseguem com cursos e palestras sobre temas diversos, sendo amparadas pelo Minas pela Paz e FBAC.


No dia 2 de setembro de 2014 os recuperandos de São João del Rei participaram, e riram bastante, com as ideias e reflexões levadas até eles. Participaram cerca de 80 pessoas do regime fechado. No dia 8 de setembro foi a vez de visitar as APACs masculina e feminina de Itaúna. Foram cerca de 70 homens que participaram da palestra de manhã e 30 mulheres à tarde.


O melhor é ver nos olhos das pessoas possibilidades de uma vida melhor. E assim segue o projeto, ressinificando vidas para termos uma sociedade mais humana, pois a educação e o conhecimento podem dar ao homem possibilidades para novos voos, como afirma o Tio Flávio durante a palestra.

Comissão de Direitos Humanos realiza audiência na APAC de Sete Lagoas

Na tarde desta segunda-feira (15/9/14), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou visita e audiência pública na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Sete Lagoas (Região Central do Estado) para conhecer os trabalhos daquela unidade, que atua na ressocialização de condenados. Requerida pelo presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), a audiência debateu o modelo APAC e as principais demandas do sistema prisional mineiro. A atividade foi aberta e encerrada com apresentação musical do coral dos internos da unidade.

Os recuperandos Leandro Ferreira, Gerson Ferreira e Gilson Vieira Gonçalves deram depoimentos sobre a influência positiva da APAC em suas vidas. Segundo os testemunhos, o modelo APAC traz mais valorização, mais confiança e mudança de vida. "É um novo horizonte que realimenta a fé, inclusive a da própria família, que passa a acreditar mais na nossa recuperação", destacou Leandro.
"É um modelo totalmente diferente do sistema prisional comum. A APAC proporciona um novo jeito de olhar para a vida, vontade de ter um futuro e dar alegria àqueles que nos amam. A APAC nos ajuda a crescer espiritualmente e profissionalmente. Se houvesse mais APACs, a reincidência no crime seria perto de zero", afirmou Gerson.

"Quem já passou pelo sistema prisional comum consegue ver a grande diferença: aqui há tranquilidade, respeito e liberdade para receber a família, os filhos", lembrou Gilson.

Valdeci Ântonio Ferreira, diretor executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), lembrou os anos de luta pela implementação da APAC em Minas Gerais e ressaltou que a unidade de Sete Lagoas foi a segunda do Estado, que hoje já conta com 36 unidades. Ele destacou a expectativa, para o próximo ano, de ampliação do projeto arquitetônico da sede de Sete Lagoas. Alertou ainda que o custo desse modelo prisional é até três vezes menor do que de uma unidade do sistema penitenciário comum.

O vice-prefeito de Sete Lagoas, Ronaldo João da Silva, e o presidente da APAC, Flávio Lúcio Batista Rocha, ressaltaram a importância do trabalho que tem sido feito na unidade. Para Flávio Lúcio, o método APAC é "a única solução para a falência do sistema prisional".

Um dos idealizadores da APAC Sete Lagoas, o promotor da Vara de Execuções Penais Alexandre Marzano, também elogiou o sucesso da unidade, assim como o empenho dos trabalhadores da unidade e dos recuperandos.

O coordenador da Defensoria Pública da Comarca de Sete Lagoas, Gilson Santos Maciel, ressaltou que o método resgata valores perdidos. Segundo ele, esta é uma forma de cumprir a Lei de Execuções Penais de forma humanizada. Ele ainda destacou o índice de recuperação do modelo (cerca de 90%), comparando-o ao sistema prisional comum, cujo índice não chega a 15% de recuperação.

Nilton Guarani, vice-presidente da unidade, e Eliana Barbosa dos Anjos, membro do Conselho Deliberativo da APAC Sete Lagoas, destacaram o trabalho feito na unidade, ressaltando que ele é fruto de um sonho que foi concretizado graças à união e ao empenho de muitas pessoas.

O deputado Durval Ângelo também ressaltou o trabalho dos pioneiros, que desde o início lutaram pela implementação do método APAC no Estado. Ele destacou diversos aspectos positivos do modelo, em comparação com o sistema prisional comum e ressaltou ser essencial conhecer mais o funcionamento dessas unidades para ter ainda mais argumentos para defendê-las.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

APAC Sete Lagoas recebe parceiros

Alunos da Universidade Federal de São João Del Rei, que estudam no campus de Sete Lagoas e integram a Empresa Júnior de Engenharia Agronômica, Ejagro, visitaram, no dia 11/9/14, a APAc de Sete Lagoas para conhecerem esta alternativa ao sistema prisional convencional e, também, para levarem a ideia da implementação de uma horta orgânica no local.

Esta ideia será de grande importância para a APAC, que poderá contar com hortaliças para o seu próprio consumo e, futuramente, para comercialização, se for o caso. Mas, o mais importante é a integração da universidade com a APAC local, além do ganho mútuo de conhecimento e experiências.

Estavam presentes representantes do SENAC da cidade, do Instituto Minas pela Paz, do Tio Flávio Cultural, empresários da região e o ator Marcelo Ricco, que alegrou a todos com um bate papo informal.

Na oportunidade o SENAC de Sete Lagoas levou para os recuperandos uma palestra da pedagoga e orientadora educacional, Giuliana Reis, sobre "Empreender a própria vida".

tioflavio7lagoas

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