Senadora Gleisi Hoffmann visita APAC de Barracão

A convite da juíza de Direito Branca Bernardi, esteve presente na APAC de Barracão/PR, no último dia 15, a senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann. Apresentado pelos próprios recuperandos, a senadora teve a oportunidade de conhecer todas as dependências do Centro de Reintegração Social da APAC, que é a primeira APAC do Estado do Paraná. Na ocasião, estava realizando visita àquela APAC, o inspetor de metodologia da FBAC Eduardo Neves, que teve a oportunidade de falar à senadora um pouco sobre o trabalho realizado pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados e da expansão das APACs pelo Brasil.

Após a apresentação do coral formado pelos recuperandos do regime fechado, a senadora se pronunciou, agradecendo a acolhida, o carinho, as músicas, e disse que "procuramos sempre respostas para levar à população de como podemos melhorar os nossos sistemas, no caso o sistema carcerário, e aqui mostra que é possível fazer diferente, e fazendo diferente é possível ter resultados diferentes. É possível impactar a vida das pessoas". Finalizando, deixou uma mensagem aos recuperandos, dizendo para que eles "fiquem com fé, sabendo que são importantes para mim, e que Deus possa fazer um milagre em todos nós, para que tenhamos forças para levar esse Método para outras regiões do nosso estado e quiçá do nosso país".

 

 

APAC de Santa Luzia recebe visita de membros do CNJ e do CNMP

Membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) visitaram no dia 26 de fevereiro, a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) de Santa Luzia. Acompanhados do coordenador executivo do Programa Novos Rumos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), José Ricardo dos Santos Freitas Veras, eles percorreram todas as dependências do Centro de Reintegração Social.

Participaram da comitiva o juiz paulista e conselheiro do CNJ, Ulysses de Oliveira Gonçalves Júnior, o conselheiro do CNMP, Alexandre Berzosa Saliba, os membros auxiliares do CNMP, Paulo Taubembla e Alexandre Raslan, o promotor de Justiça de Ribeirão das Neves, Henrique Macedo, a diretora de políticas de APACs da Subsecretaria de Administração Prisional (SUAPI), Amanda Leal, A promotora de Justiça de BH, Cláudia Amaral, e a assessora do CNJ, Marilene Aranha.

O conselheiro do CNMP, Alexandre Berzosa, declarou que a APAC é uma boa ideia e deve ser levada ao conhecimento dos membros do Programa Segurança sem Violência, grupo de trabalho de que participa, e que é formado, além do CNMP, pelo CNJ, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional dos Defensores Gerais, Conselho Nacional das Secretarias de Justiça e Ministério da Justiça.

Na opinião do conselheiro, "o que falta é fazer essa ligação com todos os atores dirigentes do sistema prisional, para que eles conheçam essa experiência bem sucedida e para que sejam analisadas as possibilidades de implementar APACs nos vários estados brasileiros".

Para o conselheiro do CNJ, Ulysses de Oliveira, Minas Gerais está na vanguarda do trabalho de recuperação de seus reclusos. "A APAC é um modelo prisional que tem elevada capacidade de ressocialização, objetivo principal da pena. É imprescindível a repercussão desse modelo no país, diante da total incapacidade do sistema prisional."

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

visita cnj santa luzia

Juíza de Pedreiras/MA regulamenta primeira portaria para transferência de presos para a APAC no Estado

Portaria assinada pela juíza titular da 2ª Vara de Pedreiras, Ana Gabriela Costa Everton estabelece normas para a transferência de presos em cumprimento de pena privativa de liberdade para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Pedreiras (APAC), visto que a instituição vai funcionar de forma autônoma, separada da unidade prisional. No documento, a juíza destaca que a APAC estava em funcionamento de forma compartilhada com o sistema convencional da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Estado (SeJAP) por mais de oito anos, e que, agora, está em processo de divisão.
A portaria explica que foi feita a divisão do prédio, que de um lado abrigará a APAC e do outro o sistema convencional da Sejap. "Essa divisão passou por um longo processo de reuniões e conversações entre Poder Judiciário, Ministério Público e SEJAP, com o objetivo de fazer o método APAC funcionar de forma genuína", observa o documento. O processo de divisão está sendo orientado e fiscalizado pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e pela SEJAP. A juíza ressalta que a APAC de Pedreiras está institucionalizada em convênio firmado com o Estado do Maranhão.
Na portaria, a magistrada resolve que o preso condenado à pena privativa de liberdade, nos regimes fechados, semiaberto e aberto, independente da duração da pena e do crime cometido, poderá ser transferido para a APAC de Pedreiras, mediante ato motivado do juiz responsável pela execução penal na comarca, ouvidos o Ministério Público e SEJAP. Para tanto, o preso deverá demonstrar interesse em ser transferido, bem como, após a transferência, ajustar-se às regras da Associação.
O apenado deverá, ainda, ter vínculos familiares ou sociais na comarca, comprovados no curso do processo ou por meio de sindicância realizada pelo serviço social judicial ou, se inexistente, deverão ser comprovados por oficiais de Justiça. Outro item observado na portaria ressalta que a APAC poderá solicitar à vara com competência para a execução penal o retorno do preso para unidade de prisão convencional, caso seu comportamento apresente reiteração de falta, considerando sua gravidade; bem como a inaptidão ao método.
No caso do retorno à unidade prisional, o juiz ouvirá, previamente ao exame do pedido de transferência e em atenção ao princípio do contraditório, o Ministério Público, a defesa do apenado, e a administração penitenciária, dispensada a diligência em relação à parte autora do pedido.


Fonte: www.tjma.jus.br

Monsenhor José Carlos de Souza, amigo das APACs, é nomeado bispo pelo papa Francisco

monsenhor. Jos CarlosO papa Francisco nomeou, na manhã desta quarta-feira (26), o monsenhor José Carlos de Souza Campos como novo bispo para a diocese de Divinópolis, cargo que se encontrava vago desde o dia 1º de agosto de 2011. O bispo é natural de Itaúna e já administrava a diocese de Divinópolis, desde 2012.

Monsenhor José Carlos estudou filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Belo Horizonte e teologia no Instituto Dom João Rezende Costa, também na capital mineira. Recebeu ordenação presbiteral em 30 de maio de 1993 e fez mestrado no curso de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (2000-2002).

Ao retornar à diocese, foi professor de Filosofia no Seminário Diocesano e de Ciências da Religião no curso de pós-graduação em Divinópolis, pároco da paróquias Sant'Ana de Itaúna e da catedral de Divinópolis, administrador da paróquia São Judas Tadeu. Foi também chanceler e vigário geral da mesma diocese. Foi, ainda, representante diocesano dos sacerdotes, membro do Conselho de Formadores, do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da diocese. Ele também atuou na área de formação dos leigos nas escolas de Teologia da diocese e no Centro Franciscano de Formação e Cultura, em Divinópolis.

A cerimônia de Ordenação Episcopal de Monsenhor José Carlos deverá acontecer no dia 25 de maio, às 16 horas, em Divinópolis, na Catedral do Divino Espírito Santo. Ele escolheu essa data pela proximidade com a festa mariana de Nossa Senhora Auxiliadora.  Ordenação e posse, necessariamente, não precisam acontecer juntas. Mas, por diversos motivos, Monsenhor José Carlos preferiu que fosse assim. Dom Walmor, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, deverá ser o ordenante principal. Ele, na condição de Bispo Metropolitano é quem deverá dar a posse canônica ao novo bispo. Dom José Belvino e Dom Tarcísio também farão parte da cerimônia. Monsenhor José Carlos disse que optou pela cerimônia num domingo para facilitar a participação de todos. 

Quando pároco em Itaúna, participou ativamente no dia a dia da APAC, em Jornadas de Libertação com Cristo, celebrações, atendimento a recuperandos e retiros espirituais com funcionários e voluntários. A FBAC saúda e parabeniza o grande amigo. Que Deus o abençoe.

Circo de Todo Mundo começa novas oficinas na APAC de Nova Lima

O Circo de Todo Mundo através do patrocínio da Anglo Gold Ashanti, em parceria com o Programa Desenvolvimento e Cidadania da Petrobras e a Prefeitura Municipal de Nova Lima, iniciou no dia 20/02 as oficinas circenses na APAC - Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Nova Lima. Esta ação, integrada às demais atividades realizadas pela instituição, visa contribuir no processo de recuperação das pessoas que estão cumprindo pena de privação de liberdade. O Circo de Todo Mundo, em consonância à metodologia utilizada na APAC acredita no ser humano e na sua capacidade de mudar sua trajetória de vida, e é com esta visão que realizamos este trabalho, certos de que estamos contribuindo para a reinserção destas pessoas na comunidade.
A área de atuação é a educação, e tem como viés a cultura, através do desenvolvimento de oficinas circenses, artísticas e pedagógicas. Trata-se da construção de conhecimentos e de uma prática inovadora, no campo da formação de Arte Educador Circense. Podemos trabalhar o circo como espaço de cidadania, esporte, arte e lazer.
Para alcance destes resultados serão estruturadas e desenvolvidas oficinas de história do circo, malabares, equilibrismo, acrobacia de solo, performance, técnicas de segurança, origem e história do Circo de Todo Mundo, montagem de espetáculo, metodologia de ensino. Esta formação provoca um movimento pedagógico e uma ampla disposição para a pesquisa e experimentações na linguagem circense e no entretenimento.
Ao final esperamos mobilizar, formar e incluír socialmente, dentro de suas especificidades, e com acesso ao mercado de trabalho na área da educação e entretenimento, os participantes, que hoje estão em cumprimento de pena no regime fechado.

Fonte: circodetodomundo.blogspot.com.br

Representante do Comitê Belgo-Brasileiro visita APAC de Itaúna

Peter Passos é brasileiro, natural de Belo Horizonte/MG, residente em Bruxelas (Bélgica) há 8 anos. Atuou inicialmente como estagiário no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Regional Europa). Atualmente trabalha no Comitê Belgo-Brasileiro e conclui seu mestrado em Relações Internacionais e Políticas Públicas.
Tomou conhecimento do Método APAC quando da visita de uma delegação brasileira formada por representantes da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Fundação AVSI e Instituto Minas Pela Paz (IMPP) à Europa no final do ano passado. Peter esteve no Brasil para participar como observador do 6º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) em Brasília, e aproveitou para conhecer a APAC de Itaúna/MG.
"As primeiras impressões foram muito boas, sobretudo essa quebra de preconceito". Sobre a implantação de APACs no continente europeu, disse que "se fosse aplicado em âmbito mundial seria fabuloso. É preciso estudo, planejamento, é preciso ser discutido. Todos sabemos que existem lobbys financeiros que ganham muito dinheiro com as prisões. Existe essa correlação de forças politico-financeiras, que juntamente com o preconceito talvez seria o grande embate para a implantação de prisões modelo como esta."

Peter

Dignidade e delinquência

Dom-Walmor-1Os cenários nas sociedades contemporâneas merecem atenção e tratamento especial por parte de todos, particularmente das lideranças políticas, governamentais e religiosas. Estes cenários estão marcados pela banalização crescente da dignidade humana, que favorece atos de delinquência, trazendo prejuízos irreversíveis. A perda do sentido autêntico da pessoa tem sido um vetor determinante do esvaziamento da consciência individual e coletiva. Aí está uma incontestável e perene fonte da violência, da corrupção e dos mais diversos tipos de manipulações - de coisas, instituições e pessoas.

A gravidade dessa situação atinge o núcleo da consciência moral que deve sustentar cada pessoa no desabrochamento de sua conduta, pautada no mais relevante sentido de respeito ao outro. No coração humano há uma lei inscrita pelo próprio Deus, no fundo da própria consciência. É uma lei que o homem não impôs a si mesmo, mas à qual ele deve obedecer, como uma voz que está chamando-o ao amor, ao bem. Quando o indivíduo perde a competência para ouvir esta voz, se encontra às portas do mal. A perda e esvaziamento da consciência moral são, pois, o impulso determinante que faz nascer o delinquente.

Criminosos, dos mais variados tipos, escutam outra voz que determina a submissão interesseira à idolatria do dinheiro, ao entendimento do prazer como fonte de manipulação e lucro. Essa voz alimenta a ganância que inaugura a cada momento uma corrida desenfreada, pautada na disputa, que faz de cada um inimigo do outro. Essa delinquência está nas violências de todo tipo, inclusive nos radicalismos políticos e fundamentalismos religiosos, arregimentando muita gente aos extremos, equivocada e lamentavelmente convencidas de estarem mais próximas da verdade, sentindo-se no direito de produzir, segundo seus critérios, os ordenamentos necessários, e a implantação de uma justiça que é cega e incapaz de estabelecer a verdadeira dignidade que configura e define a pessoa.

O princípio sagrado e intocável da dignidade humana não permite que cada pessoa se pense como absoluta, edificada por si mesma, sobre si mesma e de si mesma dependente. A sociedade contemporânea está sendo levada por dinâmicas que estão alimentando reducionismos muito perigosos. Isso compromete o entendimento do sentido de dignidade, gera um enfraquecimento da fraternidade e incapacita para a solidariedade. Lamentável é o entendimento da consciência moral com a simples função de aplicação de normas gerais aos casos individuais da vida. A decomposição da consciência moral deve inspirar uma "trincheira" guerreando por sua recuperação. No caminho oposto, corre-se o risco de se produzir colapsos em série que inviabilizarão o futuro das sociedades. Crescerão as barbáries e os descompassos regerão a vida cotidiana, que se tornará, impulsionada pelo frenesi da vida moderna e das ganâncias, um lento suicídio coletivo, atingindo culturas, tradições e pessoas.

É preciso eleger como prioridade a permanente recomposição da consciência moral individual e comunitária. O inadequado tratamento dessa primazia é a produção de delinquências praticadas, tanto por "engravatados" quanto por "maltrapilhos". Deve-se investir, de modo sério e profundo, em toda a esfera psicológica e afetiva de cada pessoa, bem como nos múltiplos contextos do ambiente social e cultural. Esse investimento, portanto, há de ter cada pessoa como destinatária. Seu encaminhamento concreto indica que o conjunto da sociedade precisa ser mapeado e tratamentos específicos precisam ser disponibilizados. Assim será possível alcançar um processo educativo e de recuperação dessa consciência moral perdida. Esse mapeamento se desdobra em vários capítulos, cada um com a tarefa de sensibilizar e buscar contribuições para resgatar pessoas e qualificar a cidadania.

Capítulo determinante desse processo são as reflexões sobre a realidade carcerária do Brasil, com seus 500 mil presos, em condições de contínua e acentuada perda da consciência moral, em razão das dinâmicas e das condições dos presídios. Uma realidade que envolve muitas situações, de diferentes matizes, e gera grande preocupação pelo que se está produzindo. O sistema prisional tem feito surgir contextos inadequados, atingindo famílias, presos que não deveriam estar no cárcere e até aqueles de alta periculosidade. Uma situação que se agrava diante da grande comunidade atingida por compreensões equivocadas ou ineficazes sobre a prioridade de se recuperar pessoas, permitindo-lhes recompor a consciência moral.

Esse capítulo, entre outros mapeamentos que a sociedade brasileira precisa considerar, é prioridade do Vicariato Episcopal para Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte, com sua Pastoral Carcerária, e de experiências exitosas como as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), instituições que estão em diálogo com a sensibilidade social e comprometimento da ministra Cármen Lúcia Antunes, do Supremo Tribunal Federal. Um trabalho necessário pela certeza de que o Estado precisa de ajuda. É preciso o envolvimento de instituições especializadas em humanidade para recuperar dignidades e superar delinquências.

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

APAC de Santa Luzia recebe visita de representantes do BID

No ultimo dia 18, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estiveram visitando as dependências da APAC de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. Os visitantes puderam conhecer um pouco da realidade das APACs e do percurso que é realizado com o condenado dentro destas unidades prisionais, voltado para o cumprimento da pena mas também para a ressocialização mais efetiva do mesmo. Esta visita é o desdobramento de uma articulação que a Fundação AVSI vem desenvolvendo com o BID há cerca de 01 ano, que objetiva entre outros a liberação de recursos financeiros para o Governo de Minas investir na construção de novas APACs.

A representante do BID no Brasil Daniela Carrera-Marquis, o especialista em operações Cesar Leyva e o coordenador geral para os países do Cone Sul Jose Seligmann, reuniram-se com representantes da Fundação AVSI, Governo de Minas, APAC de Santa Luzia e Instituto Minas Pela Paz. Também estava presente a oficial de projetos da União Européia no Brasil, Maria Rosa Sabbatelli. Na oportunidade, o diretor executivo da FBAC Valdeci Ferreira fez uma exposição acerca da metodologia APAC e da importância de se obter novos investimentos para a construção de outras unidades, uma vez que mais de 15 comarcas do Estado de Minas já dispõe de terreno próprio e projeto arquitetônico, aguardando tão somente a liberação de recursos para a construção de novos Centros de Reintegração Social.

"O retorno por parte do BID foi extremamente positivo. Permitiu esclarecer que a construção das estruturas é importante, mas a verdadeira novidade da experiência é o Método, e portanto a centralidade do papel da FBAC", disse o diretor geral da Fundação AVSI no Brasil, Fabrizio Pellicelli.

O BID é a maior fonte de financiamento para o desenvolvimento na América Latina e Caribe, apoiando países para reduzir a pobreza e a desigualdade, com o objetivo de trazer desenvolvimento de uma maneira sustentável. Entre os temas de atuação está a segurança cidadã e justiça.

Reincidência na APAC de Cachoeiro é de apenas 7%

Cinco anos após ter sido inaugurada, a APAC de Cachoeiro de Itapemirim (ES) tem o que comemorar. Afinal, apenas 7% dos condenados pela Justiça que passaram pela associação voltaram a cometer crimes. A média do sistema penitenciário nacional é de 80%.

"Temos escola para quase todos os apenados, além de diversos cursos profissionalizantes, oferecidos em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus)", explica Cláudia Aguiar, diretora da APAC.

Quase todos os 61 apenados da APAC ainda não concluíram o ensino médio. Por isso, dentro da associação, que fica na localidade de Monte Líbano, funciona uma escola própria, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Sedu).

Também na associação, em parceria com o Senai e o Senar, são oferecidos cursos como de eletricista predial e agricultura. A venda do que é produzido pelos apenados é fundamental para a manutenção da associação.

"Em janeiro, os recuperandos pescaram 700 quilos de peixes, cultivados por eles, na lagoa da associação. Mas a maior parte dos nossos custos precisa ser custeada pela Sejus", explica Cláudia.

A APAC também está prestes a iniciar a operação da fábrica de sabão que vai reaproveitar o óleo de cozinha usado em Cachoeiro. "Tivemos contratempos imprevistos, mas está quase tudo pronto, e vai ser nova grande oportunidade para os recuperandos", comemora Cláudia.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

lagoa cachoeiro

Magistrados visitam obra da APAC de São Mateus

O supervisor e o coordenador das Varas de Execuções Criminais do Poder Judiciário do Espírito Santo, desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama e juiz Marcelo Menezes Loureiro, respectivamente, estiveram nesta sexta-feira, 14, em São Mateus para visitar as obras da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), que tiveram início neste mês de fevereiro.

Na oportunidade, os magistrados visitaram também a Penitenciária Regional de São Mateus, onde conversaram com as sete presidiárias que estiveram no último dia 6 na APAC de Manhuaçu, em Minas Gerais, para conhecer o funcionamento e os métodos adotados neste modelo. "O Tribunal de Justiça levou essas mulheres que estão cumprindo pena até lá e elas serão as primeiras transferidas à APAC Feminina de São Mateus", explicou o juiz Marcelo Loureiro.

As visitas à obra e à penitenciária foram acompanhadas pelo Conselho da Comunidade de São Mateus, que irá atuar voluntariamente na gestão e na fiscalização da APAC Feminina. "A importância da APAC é que ela traz para a Execução Penal um novo método de trabalho e produz um ambiente com ressocialização maior e mais segura, diminuindo o índice de reincidência", destacou Loureiro.

A APAC Feminina, no Norte do Estado, terá nove celas para recuperandas em regime fechado e outras sete para o regime semiaberto, na parceria entre os Poderes Judiciário e Executivo para o incremento de um modelo de unidade prisional mais humanizado. O Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes) é o responsável pela obra.

A unidade, com 120 vagas, contará com farmácia, consultórios médico e odontológico, capela, biblioteca, sala de aula, refeitório, auditório, copa, cantina, cozinha, quadra de esportes, sala de TV e salas de trabalho. Todas as alas serão interligadas, mas a reservada a recuperandas do regime fechado será completamente isolada da área externa da unidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TJES

feminina são mateus

 

 

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