APAC Frutal vence o Festival da Canção Prisional do Triângulo Mineiro

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – APAC Frutal venceu o 2º Festival da Canção Prisional do Triângulo Mineiro e Troféu Mário Ottoboni realizados na sexta-feira (15). O evento cultural teve ainda a participação de presos do regime comum das cidades de Canápolis, Uberlândia e Uberaba. Frutal também venceu na categoria intérprete da música “Quero ser livre” composta pelo recuperando Rodrigo Oliveira. 

De acordo com Gilton Alves, da Secretaria de Estado de Administração Prisional - SEP, que ajudou a organizar o FESTIPRI, o evento buscou integrar, humanizar e oportunizar as pessoas a vivenciarem novas experiências através da música. “Parabenizo e agradeço a APAC de Frutal por sediar este evento”. A diretora da APAC, Paula Queiroz Vieira, agradeceu os diretores de presídio que, segundo ela, compreenderam a importância do Festival para a valorização humana dos presos que se apresentaram. 
O empresário Romero Brito que representou a imprensa local, conta que ficou honrado em ser jurado porque o método APAC é fantástico e deve ser valorizado. A diretora da Penitenciária “João Pimenta da Veiga”, de Canápolis, Kênia Peixoto, achou o evento grandioso que deu oportunidade ao preso de mostrar que além das grades, eles possuem talento musical. Para a prefeita de Frutal, que foi homenageada pela APAC, Maria Cecília Marchi Borges (Ciça), foi uma alegria ver que Frutal e região têm talentos valorizados por um festival feito com amor, carinho e humanização.
Em primeiro lugar ficou Frutal com a música “Quero ser livre”, interpretada por Rodrigo Oliveira, Márcio França de Souza, Marcelo Augusto da Silva Costa, Divino dos Reis Rocha e Alan Kardec Carvalho, Wakisson Junio Araujo da Cruz e José Murilo Campos; em segundo: Canápolis, com a música “Meus Deus” interpretada por Alisson Silva dos Santos, Bruno Max Ferreira Teles, Jonathan Batista de Oliveira, Lucas dias Dantas Gonçalves, e Marcio Aurélio Freitas de Oliveira; em terceiro: Uberlândia, com a música “Deus é minha justiça”, cantada por Elizabete Ferreira da Silva.

(Zilma de Oliveira – Assessora de Imprensa APAC Frutal)

APAC de Manhuaçu completa 6 anos

No dia 12 de junho de 2018 a APAC de Manhuaçu comemorou os seis anos de inauguração do CRS com uma missa que contou com a participação de membros da diretoria, voluntários, funcionários e recuperandos do regime fechado e semiaberto. Estamos gratos a Deus e a todos que não tem medido esforço para ajudar na recuperação de tantos irmãos que já passaram por aqui. Deus abençoe a todos. Estamos juntos!

 

APAC de São João del-Rei encerra o VII Curso de Formação de Voluntários

No último sábado, 16, a APAC de São João del-Rei realizou a cerimônia de encerramento do VII Curso de Formação de Voluntários. Após três meses, novos voluntários foram certificados e estão aptos a prestarem serviços voluntários nas unidades apaqueanas.

Ao todo, a APAC SJDR certificou 23 novos voluntários, entre funcionários, recuperandos, recuperandas e da sociedade civil. O curso de formação é uma proposta da FBAC - Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, que visa a estruturação das unidades através do trabalho voluntário.

O curso aconteceu simultaneamente em todas as unidades apaqueanas em funcionamento no Brasil. Foi abordada a criação da metodologia, pontos do método e estrutura das unidades, assim como a importância do trabalho social para a ressocialização.

É importante ressaltar que dentro da metodologia trabalha-se o voluntário, que possui posição de mérito, já que é através da vontade e movimentação social que a ressocialização ganha força.

A cerimônia de encerramento contou com a participação do corpo dos funcionários da APAC Masculina e Feminina, dos voluntários mais antigos e dos recuperandos da unidade masculina, que cantaram e abençoaram os novos voluntários.

Testemunho na APAC de Manhuaçu do recuperando em livramento condicional Roberto Marinho Dias

No dia 07 de junho de 2018, aconteceu na APAC de Manhuaçu um testemunho do recuperando Roberto Marinho Dias. Ele foi admitido na APAC de Manhuaçu no ano de 2012 e desligou-se do CRS em 2018, após o beneficio de livramento condicional. O tema foi “Gratidão: Sistema Comum x Metodologia Apaqueana”, aconteceu em duas sessões, uma no regime fechado e outra no semiaberto.

Roberto Marinho disse: “Estou muito grato pelo dia de hoje, por poder passar para os novos recuperandos a experiência que tive no sistema comum e na APAC. Vim até a APAC hoje para tentar retribuir um pouco por tudo que foi que foi feito por mim e por minha família”.

Aniversário da APAC de Lagoa da Prata

Na noite do dia 15/06/2018, a APAC de Lagoa da Prata comemorou 10 anos de atividade plena do seu Centro de Reintegração Social. 

Na belíssima cerimônia realizada nas dependências do C.R.S. da APAC, os convidados presentes (recuperandos, funcionários, voluntários, ex-recuperandos, autoridades e parceiros em geral) tiveram a oportunidade de comprovar o grande trabalho missionário de transformação de vidas realizado pela APAC, onde pessoas antes sem esperança se mostram agora como provas vivas de que "Ninguém é irrecuperável".

Durante o evento, os recuperandos e voluntários sempre foram destaque, prova disso, foi a maravilhosa homenagem feita pela APAC aos voluntários mais atuantes durante esses 10 anos. O voluntário Beto, um dos homenageados, falou em nome de todos os voluntários, destacando que a APAC foi um presente de DEUS para sua vida, possibilitando ao mesmo enxergar o próximo como Cristo nos enxerga, ou seja, enxergar o próximo como verdadeiro irmão.

Ao final, o presidente da APAC, Sr. Francisco José de Miranda, proferiu palavras de agradecimento à todos os presentes, em especial ao Juiz de Direito da Comarca, ao vice-prefeito da cidade, à FBAC e, mais uma vez, aos voluntários que tanto fizeram e fazem pela APAC.

A FBAC parabeniza a APAC de Lagoa da Prata, e espera que a mesma continue sendo referência no trabalho apostólico de "Recuperar o preso, proteger a sociedade e socorrer às vítimas".

Estamos Juntos!!!

Exposição da APAC de São João del-Rei recebe mais de 600 visitas

Durante cinco semanas a APAC de São João del-Rei realizou a mostra “A Arte Liberta”, projeto expográfico idealizado pela assessora de comunicação, Rafaella Vieira e composto por trabalhos dos recuperandos da unidade. A exposição foi realizada em parceria com o Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), que todo ano abre editais de propostas artística para o espaço. A proposta da APAC foi encaminhada no segundo semestre de 2016 e aceita no primeiro semestre de 2017.

Para Aline Braga, responsável pelas propostas artísticas, a APAC concorreu de forma igualitária com os outros projetos, porém a sensibilidade e importância do tema resultaram na aprovação da proposta. Esta foi a primeira vez que a APAC de São João del-Rei promoveu uma mostra fora da Instituição.

Para Rafaella, a importância da exposição está no diálogo mais direto com a sociedade e na valorização dos trabalhos dos recuperandos. Pontos também pontuados pelo presidente da APAC de São João del-Rei, Antônio Carlos de Jesus Fuzatto.

A exposição foi composta por três setores, sendo “A Estrela”, “Labor”, “Garimpo” e pela setor “Cora Coralina”. A primeira ala continha produções fotográficas realizadas por recuperandos de Itaúna, São João del-Rei e das recuperandas de Rio Piracicaba. As
fotografias, tiradas pelos internos, foram produzidas durante a atuação do Projeto VOZ, integrado pela jornalista Natália Martino e pelo fotógrago Leo Drummond.

O segundo setor foi composto pelos trabalhos realizados por recuperandos do regime fechado da unidade são-joanense durante a laborterapia. Entre pipas, cachecóis, bolsas, chaveiros e outros artigos a alegria, a cor e a reflexão tomou conta no Centro Cultural.

O “Garimpo” remeteu-se aos móveis e artigos de ferro feitos pelos internos. O trabalho está presente nas oficinas externas e são marcas registradas da APAC são-joanense. 

Por fim, o setor “Cora Coralina” que foi composto por trabalhos realizados entre os recuperandos e os professores da E.E. Detetive Marco Antônio de Souza sobre a poetisa brasileira. O setor coloriu a galeria escada do Centro Cultural com muitos desenhos. 

Seguindo a metodologia apaqueana, a exposição apoiou-se diretamente no primeiro elemento: Participação da Comunidade. Sendo em uma área central, a exposição conseguiu atingir pessoas que nunca tinham ouvido falar de APAC ou que tinham uma opinião contrária ao método, sendo por falta de conhecimento. Na entrada, a frase “As coisas só têm significado quando nós as conhecemos”, do nosso fundador e mestre Mário Ottoboni, causou curiosidade nas pessoas, curiosidade esta que acarretou nas 608 visitações durante a exibição.

O cárcere humanizado também foi assunto da exposição “A Arte Liberta”

Ainda durante a exposição, a APAC de São João del-Rei promoveu cinco mesas-redondas com a temática “A APAC como alternativa do cárcere brasileiro”. Dentro do assunto foram abordadas diversas vertentes que fazem parte do sistema comum e do sistema humanizado.

No dia 26 de maio, a primeira mesa-redonda ficou por conta do voluntário e parceiro das APAC, Flávio Tófani, que possui o projeto Tio Flávio Cultural. Tio Flávio falou sobre a importância do educador social e do trabalho voluntário para a humanização dos presídios, tocando em pontos como conscientização, formação e responsabilização.

A segunda mesa-redonda abordou a temática da metodologia apaqueana, passando pela sua criação, em 1972 em São José dos Campos, até sua difusão no Brasil e no exterior. 

Para contextualizar a mostra foi importante abordar como o cárcere humanizado surgiu no Brasil, sendo necessário expor que essa proposta é inédita. Além de abordar toda sua origem, a mesa-redonda falou sobre os nomes que fazem parte dessa história, assim como as características da Instituição. Além do presidente da APAC de São João del-Rei, Antônio Carlos de Jesus Fuzatto, a mesa foi composta por recuperandos e recuperandas da unidade são-joanense, os quais abordaram a vivência no sistema carcerário convencional e do sistema humanizado.

A terceira mesa-redonda, que aconteceu no dia 10 de maio, versou sobre a mulher no cárcere. Tal mesa-redonda apresentou a proposta de inserir e aumentar os debates sobre as mulheres em condições de cárcere no Brasil, situação esta que perpassa direitos básicos de humanização.

A problematização passou pelo aumento da população carcerária feminina, onde o Brasil ocupa a quarta maior população carcerária no mundo e esse número vem crescendo mensalmente, com 10,7% de novas detentas (Fonte: Carta Capital). Para falar sobre a temática recebemos três convidados, a jornalista Natália Martino, o fotógrafo Leo Drumond e a advogada Nana Oliveira. Todos os convidados são de Belo Horizonte e militam nas causas carcerárias. Natália e Leo, além de serem responsáveis pelo Projeto VOZ que realiza a produção da “A Estrela” em unidades prisionais, são os autores do livro “Mães do Cárcere”, obra que acompanhou o dia-a-dia de mulheres presas gestantes. Os autores explicaram todo o processo de produção do livro, assim como a realidade vista por eles de como é a situação da mulher presa. Recuperandas da unidade feminina participaram do momento.

A quarta mesa-redonda falou sobre a educação prisional, mais especificamente como é a vida acadêmica dos internos das APACs, estes que possuem acesso ao ensino básico até o ensino superior. Há uma estrutura educacional completa dentro da APAC São João del-Rei, tendo como base a Escola Estadual Detetive Marco Antônio de Souza, que atua também no presídio regional. A escola oferece o ensino fundamental e médio, sendo dado no formato EJA - Educação para Jovens e Adultos. Além da escola, atuam dentro da APAC projetos da UFSJ e o Centro Universitário Presidente Tancredo Neves (UNIPTAN). A mesa-redonda versou sobre os projetos que existem entre as Instituições, como o projeto “Ressocialização dos privados por meio do estudo via educação à distância” (PREAD) do Núcleo de Educação a Distância (NEAD) da UFSJ, coordenado pelo professor Pablo Martins, que resultou na aprovação de nove alunos no curso de Filosofia da UFSJ através do SISU, estes que participaram da mesa-redonda. Além disso, a mesa falou sobre a importância das parcerias
educacionais para o apoio na recuperação de homens e mulheres enclausurados. O debate permeou a triste realidade prisional, onde menos de 13% da população carcerária tem acesso à educação (Fonte: Justificando). Para explanar sobre o tema recebemos a pedagoga da unidade da APAC de São João del-Rei, Thais Teixeira, o pró-reitor de pesquisa e extensão do UNIPITAN, Heberth Paulo de Souza, representando a UFSJ, o professor Pablo Martins, a diretora da E.E. Detetive Marco Antônio de Souza, Maria Aparecida Mende e outros convidados.

Por fim, a última mesa-redonda falou sobre a saúde prisional, perpassando as doenças e os cuidados existentes dentro da unidade apaqueana. A assunto é extremamente relevante, haja vista o crescimento de doenças infecciosas dentro das unidades prisionais, como tuberculose e DSTs. É importante ressaltar que a acesso à saúde é um direito previsto pela Lei nº 8080 de 1990, que institui o Sistema Único de Saúde (SUS), onde determina o direito à saúde independentemente do estado o qual a pessoa se encontro, ou seja, presos e presas devem ter acesso à saúde e condições básicas de saneamento. Porém, o cenário das prisões brasileiras, com a superlotação e condições insalubres, caminham em direção contrária à LEI nº 8080 e também contra a própria Lei de Execução Penal (LEP), que assegura atendimento médico, farmacêutico e odontológico às pessoas presas. A mesa-redonda ainda abordou outros tipos de distúrbios, como os problemas psicológicos de homens e mulheres em privação de liberdade. E ainda, o grande problema de dependência química que assola potencialmente grande parte das pessoas presas. Para falar sobre o tema recebemos como convidados Luiz Felipe Viana, mestre em psicologia e psicólogo da APAC de Santa Luzia, José Gabriel Knüppel, médico especialista em medicina do trabalho e Marilza Longatti, enfermeira da APAC Masculina de São João del-Rei. 

Ao todo, 300 pessoas participaram das mesas-redondas. Os debates e a exposição foram encerradas no dia 27 de maio de 2018. Todas as fotografias e gravações das mesas-redondas estão disponíveis na fanpage da unidade são-joanense:
https://www.facebook.com/pg/fanpageapacsjdr/photos/?tab=album&album_id=13119666222
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APAC VARGINHA É HOMENAGEADA PELA CÂMARA MUNICIPAL DE VARGINHA COM MOÇÃO DE APLAUSOS E RECONHECIMENTO

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados - APAC Varginha, foi homenageada com uma Moção de Aplausos e Reconhecimento concedida pela Câmara Municipal de Varginha. A honraria foi entregue pelo autor da indicação, Vereador Joãozinho Enfermeiro em sessão legislativa realizada na noite da última segunda feira (4). 

Ao usarem a Tribuna Livre o mencionado Vereador destacou que o Presidente da APAC, Alexandre Prado, toda a Diretoria e Voluntários são merecedores devido ao bom desempenho que vêm tendo na administração da APAC Varginha. “A APAC Varginha é um exemplo a ser seguido”, elogiou. 

Ao falar também na Tribuna, Alexandre, presidente da APAC, disse que o Título é uma realização pessoal e profissional e que por isso faz questão de dividi-lo com toda a equipe de colaboradores da APAC, segundo ele, também responsáveis pelo crescimento e o sucesso da instituição. Ao agradecer a lembrança por parte das vereadores, Alexandre Prado afirmou que aprendeu a se tornar uma pessoa melhor depois que passou a prestar esse trabalho social porque tem tido a chance de ajudar e ser ajudada ao mesmo tempo.

Ele acrescentou que se sente realizado por Deus a ter escolhido para cumprir algo que considera uma missão que é tornar a vida do outro cada dia melhor.

 

 

Prisões sem guardas ou armas no Brasil

Por Jo GriffinItaúna,

Itaúna, Brasil 

22 de Maio de 2018

 

No primeiro dia em sua nova cela, Tatiane Correia de Lima não reconhecia a si mesma.

“Foi estranho ver a mim mesma em um espelho de novo”, diz a mãe de 26 anos, mãe de dois filhos, que cumpre uma sentença de 12 anos no Brasil. “No começo eu não conhecia quem eu era”.

O país sul-americano tem a quarta maior população prisional do mundo e suas prisões estão regularmente sob os holofotes por suas condições precárias, com superlotação crônica e violência de gangues provocando distúrbios mortais.

O que está por trás das rebeliões das prisões no Brasil?

Lima abacou de ser transferida de uma prisão do sistema penitenciário comum para uma unidade administrada pela Assosiação de Proteção e Assitência aos condenados (APAC) na cidade de Itaúna, no estado de Minas Gerais.

Ao contrário do sistema comum, “o qual rouba nossa feminilidade” como coloca Lima, na APAC ela tem permissão de usar suas próprias roupas e tem um espelho, maquilagem e tinta para cabelos.

Mas a diferença entre os regimes vai muito além do superficial.

Sem guardas

O sistema APAC tem recebido um crescente reconhecimento como uma resposta segura, mais barata e mais humana para a crise das prisões do país. 

Em 20 de março uma nova prisão APAC foi inaugurada em Rondônia, a primeira na região norte do país, elevando o número de unidades administradas pela associação no território nacional para 49.

Todos os presos das APACs devem ter passado pelo sistema convencional e devem demonstrar remorso e estarem dispostos a seguir um estrito regime de trabalho e estudo, os quais são parte da filosofia do sistema.

Não há guardas ou armas e os visitantes são recebidos pelos apenados que destrancam a porta principal para a pequena prisão de mulheres. 

As condenadas conduzem ao caminho para a “suíte conjugal”, um quarto brilhantemente decorado com uma cama dupla onde são permitidas a passarem um tempo privado com seus parceiros que vem visita-las de fora da prisão.

Ela então mostra aos visitantes uma sala onde as mulheres estão rotulando garrafas de sabão que serão vendidas fora. 

As prisões APAC foram criadas a partir de um grupo de católicos em 1972 e agora são coordenadas e apoiadas pela organização não governamental Italiana – fundação AVSI e a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados.

O vice-presidente da AVSI do Brasil, Jacopo Sabatiello, diz que amor e trabalho são as prioridades nessas penitenciárias. “Aqui, nós chamamos a cada um pelo seu nome, não por um número e não pelos apelidos, que provavelmente foram adquiridos durante a vida de crime, ” diz ele. 

Recuperação

Os condenados são conhecidos como recuperandos (pessoas em recuperação), refletindo o foco da APAC na justiça restaurativa e reabilitação.

Eles devem estudar e trabalhar, as vezes em colaboração com a comunidade local. Se eles não o fazem – ou se eles tentam fugir - eles correm o risco de serem devolvidos ao sistema convencional. 

Já houve agreção física mas nunca um homicídio em uma prisão APAC, diz Sr. Sabatiello.

Ele diz que a ausência de guardas reduz a tensão. Algumas das mulheres aqui cumprem penas de prisão perpétua e cometeram crimes hediondos, mas a atmosfera é calma.

“Eu ainda estou tentando esquecer meu antigo numero da prisão”, diz Aguimara Patricia Silva Campos, quem agora lidera um conselho da prisão que está em contato com a administração.

Campos passou quatro meses em uma prisão convencional por uma condenação de tráfico de drogas e associação depois que 26 gramas de crack foram encontradas na casa que dividia com seu ex marido.

“Todas nós fomos jogadas juntas, 20 presas dormindo no chão em colchões imundos, e a comida era intragável ", diz ela.

Ela diz que seus parentes eram revistados em cada visita, uma prática que muitas mulheres condenadas reclamam. 

Criminosos perigosos

Mas a situação de Campos também reflete problemas mais amplos no sistema prisional brasileiro. Especialistas dizem que as mulheres são freqüentemente apanhadas no crime por meio de um parceiro masculino e depois jogadas em uma cela com criminosos perigosos.

Esta é uma razão pelas quais a população prisional feminina do Brasil teve um aumento acentuado nos últimos anos.

“Eu não sabia nada sobre o crime quando eu fui para prisão”, diz Campos. “A mulher próxima a mim tinha decapitado seu vizinho e carregado a cabeça dele em uma bolsa.”

A mãe de dois filhos está agora cortando dias de sua sentença de oito anos através do trabalho e progrediu para o regime semi-aberto na prisão.

Reduzir uma sentença por meio de trabalho e estudo também é permitido no sistema convencional, mas raramente é aplicado, diz o juiz Antonio de Carvalho, que apóia o sistema Apac em Itaúna.

"É uma triste reflexão sobre o sistema convencional que Apacs são elogiadas por defender a lei", diz ele. "Não tenho dúvidas de que os Apacs são uma maneira eficaz de garantir os direitos humanos dos prisioneiros dentro do sistema penitenciário brasileiro".

Amor atrás das grades

Por enquanto, Lima permanece no regime fechado da prisão, com menos privilégios, e tem que ganhar sua progressão para a área semi-aberta.

Todos as novas reclusas entram no regime fechado e devem obter a sua transferência para o regime semi-aberto. As presas podem então progredir para o regime aberto, onde elas podem deixar a prisão uma vez por semana.

No entanto, mesmo dentro dos muros da prisão, Lima encontrou um namorado. 

Sentada em sua cela, ela conta como ela e sua companheira de cela, Viviane Campos, de 38 anos, começaram a namorar um par de amigos na prisão Apac masculina, do outro lado da cidade, depois de enviar cartas pela administração da prisão.

"Sim, gostamos de unir as pessoas", diz Eduardo Henrique Alves de Oliveira, da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados. "Queremos que todos os recuperandos se sintam bem aqui."

No pátio do lado de fora, sob a grade que cobre parcialmente o céu, está a mensagem da Apac: "Do amor ninguém foge".

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