Mensagem do Diretor Executivo da FBAC 2018

“Não mude o homem aquilo que Deus inspirou.”  

Era o ano de 1972, na cidade de São José dos Campos – SP. Sob a inspiração e liderança do advogado e jornalista Mario Ottoboni, nascia a APAC – Amando o Próximo Amarás a Cristo, e dois anos depois, ou seja, em 1974, constituía-se juridicamente a APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. Assim, um Método inusitado de tratamento de presos, surgia no cenário prisional como extremamente revolucionário e a Prisão Humaitá, no centro da cidade joseense, então administrada sem o concurso das polícias civil, militar ou agentes penitenciários, se transformava em um centro de atenção e peregrinação. Durante 25 anos, delegações de todas as partes do Brasil e outros países, ali aportavam para conhecer “in loco” o Centro de Reintegração Social – APAC e a terapêutica penal aplicada, capaz de reverter os altos índices de reincidência, além de reduzir os custos, fugas, atos de violência, etc. Nada, absolutamente nada foi improvisado, pelo contrário, tudo foi meticulosamente estudado e experimentado.

De lá para cá, já se passaram mais de 45 anos, e várias comarcas do Brasil e diversos países, replicaram a experiência da APAC-Mãe de São José dos Campos e deram seguimento ao carisma e ideal do fundador Mário Ottoboni, de modo a manter acesa a chama do amor e da esperança no coração das pessoas privadas de liberdade e colocar em prática a filosofia: “Matar o criminoso e salvar o homem”, conhecida hoje mundialmente.
Certamente que a expansão e multiplicação de todo e qualquer movimento, organização ou empresa, aliado à tentação da inovação e criatividade, bem como a necessidade de mudança de paradigmas em face da mudança da realidade, traz o risco do desvirtuamento da metodologia e o consequente fracasso da proposta.

Neste sentido, acreditamos ser urgente conclamar a todos os envolvidos na causa apaqueana, voluntários, funcionários, recuperandos, familiares, autoridades, parceiros, amigos e colaboradores, a colocarem em prática a assertiva do nosso fundador: «NÃO MUDE O HOMEM AQUILO QUE DEUS INSPIROU», e a nos voltarmos para a essência e razão de ser das APACs, qual seja, a recuperação do preso e a proteção da sociedade.

Nestes tempos de grande visibilidade das APACs, em que muitas vezes, pessoas e parte da imprensa, por razões diversas, teimam em distorcer os fatos, é preciso que sejamos fiéis e leais às ideias, princípios e valores daqueles que nos precederam neste caminho, em especial ao nosso inspirador, criador e fundador da APAC e FBAC, Dr. Mário Ottoboni, servo de Deus a serviço dos presos, afinal, um povo que esquece sua história, não merece sequer viver.

Como discípulos e disseminadores da metodologia APAC, sigamos adiante, unidos e perseverantes, na certeza de que Deus caminha conosco, nos protegendo, orientando e capacitando para o apostolado. Estamos juntos!

Valdeci Antônio Ferreira, Diretor Executivo da FBAC

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